‘Presidente: trabalhe mais e fale menos’, critica Doria

Para o governador de São Paulo, ‘a inoperância e o negacionismo’ de Bolsonaro teriam influenciado a morte de 194 mil brasileiros durante a pandemia

  • Por Jovem Pan
  • 01/01/2021 18h08 - Atualizado em 01/01/2021 18h13
Marivaldo Oliveira/Estadão ConteúdoGovernador de São Paulo, Joao Doria foi o primeiro a decretar quarentena e uso de máscaras no país

Após o presidente Jair Bolsonaro voltar a criticar as medidas de combate à pandemia do coronavírus na tradicional live semanal, o governador de São Paulo, João Doria, também usou as redes sociais para criticar a postura do presidente. “No momento em que o Brasil precisa de paz e atitudes para combater a pandemia e salvar vidas, o presidente Jair Bolsonaro nos ataca mais uma vez, covardemente. A inoperância e o negacionismo do Governo desse presidente, estimularam a morte de 194 mil brasileiros para a Covid-19“, escreveu Doria no Twitter. Na mesma publicação, o governador declarou que “Bolsonaro gosta mesmo é do cheiro da morte, do cheiro da pólvora e do cheiro do dinheiro das rachadinhas. Presidente: trabalhe mais e fale menos”.

Na véspera de Ano Novo, durante a tradicional live transmitida às quintas-feiras, o presidente minimizou a importância do uso de máscaras e censurou as medidas de isolamento social. “A máscara não protege de nada. Isso é uma ficção. Quando é que vamos ter gente com coragem, que eu não sou especialista no assunto, para falar que a proteção da máscara é um percentual pequeno? A máscara funciona para o médico que está operando, a máscara específica. A nossa aqui, praticamente zero. O que mais se vê por aí é o cara com a máscara toda ‘sebenta’. Até com cheiro ruim”. Bolsonaro voltou a defender, ainda, que apenas os grupos de risco fiquem isolados. “Com a equipe econômica e mais alguns ministros, nós conseguimos evitar o caos, mas essa política de fechar atingindo no coração a economia, nós podemos trazer o caos para cá. Esse inferno, essa assombração está voltando por irresponsabilidade de fechar tudo”, disse.