Cenário em Brumadinho é de ‘guerra absoluta e sem precedentes’, diz Joice Hasselmann
A tragédia de Brumadinho demanda mais atenção do poder público e mudanças na legislação para o controle de barragens nos Estados, principalmente em Minas Gerais, onde há três anos o caso de Mariana chocou o Brasil.
Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, a deputada federal eleita Joice Hasselmann (PSL), que está em Brumadinho desde o sábado (26), disse que “o cenário é de guerra absoluta” e “sem precedentes”.
Mulher mais votada da história para o mandato de deputada federal, Joice Hasselmann revelou que, assim que tomar posse, no dia 1º de fevereiro, começará a colher assinaturas para a proposição da CPI das Barreiras.
“Enquanto não tiver prisão de meia dúzia envolvida nessa história vamos continuar vendo tragédias como essa. A tragédia foi anunciada. Houve discussão sobre barragens na Assembleia de Minas Gerais. O que aconteceu? A maioria sentou em cima do problema. Houve um voto favorável. Primeiro a gente tem que saber os responsáveis e puni-los. Precisa de uma comissão célere, séria e quiçá propor a prisão dos envolvidos. E depois disso, aperfeiçoar a legislação”, disse.
Segundo Hasselmann, a bancada do PSL irá propor uma legislação mais moderna em relação ao tema.
A deputada também colaborou na busca por vítimas e sobreviventes com a disponibilização de um helicóptero. “Eu liguei para o prefeito e para o governador para saber o que eles precisavam e como eu poderia ajudar. Ele disse que precisa de uma aeronave, que agora não precisa mais. Ele disse que tinha recursos humanos, mas para fazer resgate precisava de helicóptero”.
Ela também pediu prudência de voluntários ao se disporem a ajudar: “tem gente querendo ajudar, mas não tem acesso, e claro, não vai ter. é preciso cuidado para não sair querendo ajudar e acabar atrapalhando”.
Confira a entrevista completa com a deputada eleita Joice Hasselmann:
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