Nubank, BTG e XP são alvos de ação por comercializar CDBs do Master
A juíza Simone Gastesi Chevrand encaminhou na quinta-feira (23) despacho ao Ministério Público para se manifestar sobre a Ação Civil Pública protocolada na 6ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro contra Nubank, XP investimentos e BTG Pactual. O processo ajuizado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor e do Trabalhador (Abradecont) pede responsabilização às instituições financeiras pela forma como foram comercializados Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) do Banco Master. As informações são do jornal Estadão.
Procurado pela Jovem Pan, o Nubank disse, em nota, que encerrou a “oferta de novos CDBs do Banco Master” em 2024. A fintech também declarou que as suas atividades seguem “rigorosamente as normas regulatórias vigentes”. A instituição financeira ainda informou que “não utiliza o modelo de assessores de investimentos”, portanto, os seus clientes “têm total autonomia para escolherem seus produtos diretamente no aplicativo”. A XP Investimentos e o BTG Pactual não quiseram comentar sobre a ação, o espaço segue aberto.
O argumento central apresentado pelo Abradecont na ação é de que Nubank, XP Investimentos e BTG Pactual “sabiam ou tinham condições técnicas e legais de saber” que os CDBs do Banco Master apresentavam alto risco. Segundo as investigações, a instituição de Daniel Vorcaro oferecia os títulos de renda fixa com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, a empresa passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.
A entidade também afirmou que as instituições financeiras usavam o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para garantir, aos clientes, segurança nos investimentos. O Abradecont considerou a medida “uma propaganda vinculativa e abusiva” e argumentou que as empresas “não podem utilizar o fundo como ‘isca’ de marketing”. No texto, a organização ainda disse que as instituições financeiras associaram o modelo de comercialização a expressões de “baixo risco” e “adequado para conservadores”. Esses termos são usados pelas corretoras para apresentar as opções de investimentos aos seus clientes.
continue lendo
Macroeconomia
BC decreta liquidação extrajudicial da Credipaiva por grave violação de normas
De acordo com o BC, a Credipaiva é uma cooperativa de crédito independente de pequeno porte
- Presidente da Faesp critica aprovação do fim da escala 6×1 e fala em riscos ao agronegócio Jovem Pan · há 3 dias
- BC reduz taxa de juros a 13,75% ao ano Júlia Mano · há 1 mês
- Fecomércio vê impacto relevante no comércio com fim da escala 6×1 Jovem Pan · há 1 mês
- Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto Agência Brasil · há 1 mês