Erundina escancara divisão do PSOL ao citar fisiologismo em apoio a Baleia Rossi
Uma postagem da deputada Luiza Erundina (PSOL), nas redes sociais, escancarou a divisão interna do partido sobre a eleição à presidência da Câmara dos Deputados. A legenda optou por lançar Erundina como candidata na disputa. Porém, uma ala da bancada defende uma adesão ao bloco liderado pelo deputado Baleia Rossi (MDB), onde estão os demais partidos de esquerda.
Nesta sexta-feira, 22, a deputada criticou a posição dessa ala. Segundo ela, “é lamentável que o PSOL negocie suas convicções e compromissos políticos históricos ao aderir ao fisiologismo e à barganha por cargos na Mesa da Câmara”. A declaração causou reações de colegas de bancada. A líder do partido na Casa, Sâmia Bomfim, disse que Erundina “erra em tornar uma divergência tática numa acusação grave ao partido”. Marcelo Freixo considerou “inaceitável” a insinuação de Erundina.
Já os deputados Fernanda Melchionna e David Miranda rebateram apontando que nos anos noventa, Erundina chegou a romper com o PT, ao qual era filiada, para ser ministra do governo Itamar Franco; e que já chegou a ter Michel Temer como seu vice na eleição para a prefeitura de São Paulo, em 2004. Em entrevista à Jovem Pan nesta sexta-feira, 22, Luiza Erundina apontou que a decisão da candidatura teve de ser tomada pela executiva nacional do partido. O presidente do PSOL, Juliano Medeiros, prestou apoio à deputada, assim como colegas de bancada.
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Luiza Erundina aponta duas plataformas principais da candidatura dela: a volta do auxílio emergencial e o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. “Pautamos como pontos principais o impeachment do presidente, nem preciso dizer o porquê, a própria sociedade está se manifestando. Com Bolsonaro é impossível retomar o desenvolvimento do país, os empregos do país.”
Líderes de outros partidos de esquerda e de legendas de centro que compõem o bloco de Baleia Rossi ainda têm esperança de contar com o PSOL na aliança, que conta com o apoio declarado de onze partidos. O bloco teve a baixa do PSL, que aderiu ao nome de Arthur Lira. Com isso, o bloco de Baleia conta oficialmente com 236 deputados e o de Arthur Lira com 232.
*Com informações do repórter Levy Guimarães
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