Fiuza: Governo será pragmático enquanto mantiver primeiro escalão ocupado por figuras técnicas
O senador Ciro Nogueira (PP) confirmou nesta terça-feira, 27, que aceitou o convite do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para assumir o comando da Casa Civil, ocupada por Luiz Eduardo Ramos. A informação já havia sido antecipada na semana passada pelo próprio presidente, que esperava apenas uma reunião presencial com o parlamentar para confirmar a posse. “Muito feliz em fazer parte desse grande time de ministros, trabalhando unidos, sob a liderança do presidente Jair Bolsonaro, pelos brasileiros. Tenho certeza também de que contaremos com o apoio do meu querido amigo Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, nessa honrosa missão”, escreveu o senador nas redes sociais. Com a ida de Ciro Nogueira para a Casa Civil, Ramos deve ser deslocado para a Secretaria-Geral da Presidência da República, hoje comandada por Onyx Lorenzoni — para quem o Palácio do Planalto irá recriar uma pasta que, no passado, era o Ministério do Trabalho.
Guilherme Fiuza, comentarista do programa “Os Pingos Nos Is“, da Jovem Pan, afirmou que os nomes do Centrão normalmente são relacionados ao chamado ‘toma lá, dá cá’ do Congresso. “A ocupação da Casa Civil é historicamente feita com base em critérios políticos. É um ministério de articulação. Já teve ocupantes controversos, já teve todo tipo de ocupante”, disse. O jornalista, no entanto, afirmou acreditar que a indicação de Nogueira para o ministério é um movimento explícito do governo em direção ao pragmatismo. “O governo terá crédito como um governo pragmático enquanto mantiver o seu primeiro escalão ocupado por figuras técnicas, e não relacionado ao ‘toma lá, da cá’ dos partidos. Tem sido assim desde a montagem do governo e a gente espera que continue dessa maneira”, defendeu.
Assista ao programa “Os Pingos Nos Is” desta terça-feira, 27, na íntegra:
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