General Mourão admite divergências com cabeça de chapa, mas diz que ‘decisor’ será Bolsonaro
Com uma candidatura alvo de contestações por parte de adversários e parte da sociedade civil, Jair Bolsonaro vê em sua formação de Governo pontos contrários ao seu próprio pensamento. De um lado, o coordenador do programa econômico do candidato, Paulo Guedes; de outro, seu vice General Mourão.
O primeiro é favorável às privatizações, enquanto o presidenciável não. Há, entretanto, um meio-termo acordado entre ambos, caso a chapa vença a eleição em outubro. Porém, o que se discute é se Paulo Guedes seria contemplado com o cargo de ministro da Fazenda mesmo com visão divergente da de Bolsonaro. Vale lembrar que um ministro da Fazenda pode ser demitido do cargo.
Pensando nessa hipótese, o vice de Bolsonaro, General Mourão, afirmou que “se sair [Paulo Guedes], seria substituído por uma pessoa com o mesmo pensamento”. O vice na chapa ressaltou, em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, que “Jair Bolsonaro acredita que democracia liberal é um sistema pelo qual temos que viver”.
No outro lado da corda, o próprio vice vai contra a opinião de Bolsonaro na questão que atine os venezuelanos no País. Entretanto, o ponto parece bem definido por General Mourão. “Eu tenho minhas opiniões, mas o decisor, o comandante, o presidente será Bolsonaro. Eu diria que essa é melhor decisão e temos que aparecer aos olhos do mundo como um povo em que ajuda humanitária é valor para gente. Mas decisão é do presidente”, disse.
Avaliado sobre outra situação hipotética na qual ele assumiria a Presidência da República, General Mourão evitou colocar o cargo com a proximidade do Governo militar: “estou participando de processo eleitoral. Se nós formos eleitos, se por infelicidade ele tiver que sair, eu continuo mantendo o bastão da forma como fomos eleitos. Isso não é Governo militar”.
Confira a entrevista completa com o candidato à vice-presidência na chapa de Jair Bolsonaro, General Mourão:
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