Guerra no Oriente Médio: Mais de 300 brasileiros ficam presos em cruzeiro em Dubai
Brasileiros estão presos a bordo do navio MSC Euríbia, ancorado no porto de Dubai, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio após os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã. A guerra, iniciada no fim de semana passado, se ampliou para diversos países da região, o que levou ao fechamento do espaço aéreo e à suspensão de voos.
Segundo relatos de passageiros, mais de 300 brasileiros permanecem na embarcação, que segue sem previsão de saída devido ao risco de novos ataques. As informações foram divulgadas pelo passageiro João Ricardo Karamekian em publicações nas redes sociais nesta quinta-feira (5) .
Em um dos relatos, Karamekian afirmou que o grupo tenta manter a calma apesar da tensão. “Estamos com mais de 300 brasileiros aqui. Um avião grande já levaria todos nós”, disse. Os brasileiros também criticam falta de apoio das autoridades brasileiras.
Outra passageira, Paula de Oliveira Graciani, relatou que os viajantes permanecem no navio desde o início dos ataques na região e afirmou receber alertas frequentes de possíveis bombardeios. “Então, estamos aguardando a ajuda do consulado brasileiro para que eles possam fretar um avião e nos tirar daqui. Por mais que estejamos dentro do navio, ainda estamos em uma cidade que corre risco de ataque”, declarou.
A Jovem Pan entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores para saber se o órgão monitora o caso e se há alguma medida de assistência sendo prestada. No entanto, até o momento, não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.
O que diz a MSC Cruzeiros
Em nota, a MSC Cruzeiros informou que iniciou uma operação para retirar passageiros da região após a escalada do conflito no Oriente Médio. Segundo a companhia, estão sendo adotadas medidas para repatriar os hóspedes do MSC Euribia da maneira mais segura e rápida possível. A empresa afirmou que organizou uma operação dedicada que inclui cinco voos fretados, sendo que o primeiro estava programado para decolar ainda nesta quinta-feira.
De acordo com a MSC, os voos devem permitir que cerca de 1.000 passageiros deixem a região até sábado (7). A companhia acrescentou que também avalia outras alternativas para retirar os hóspedes restantes. Entre as opções consideradas estão voos comerciais, novos voos fretados e soluções coordenadas com apoio de governos, conforme informou a empresa no comunicado. Até o momento, a MSC não detalhou quantos brasileiros estão entre os passageiros que serão repatriados.
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