Polícia dispersa manifestação de caminhoneiros em Santos, e governo diz que estradas estão sem bloqueios
Segundo a Ecovias, concessionária responsável por diversas rodovias do Estado de São Paulo, houve apenas um ponto de bloqueio ligado a greve dos caminhoneiros nesta segunda-feira, 1º de novembro, que ocorreu no quilômetro 68 da rodovia Anchieta. No início da madrugada, também houve um início de mobilização no porto de Santos, mas a tropa de choque da Polícia Militar (PM) dispersou a manifestação e o bloqueio não se concretizou. Na localidade, os caminhoneiros e a PM mantém um diálogo. Segundo o Ministério da Infraestrutura, com base em informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública, não há registros de bloqueios, nem parciais ou totais em rodovias federais ou pontos logísticos estratégicos. A Justiça concedeu 29 liminares contra bloqueios de rodovias, refinarias e pontos estratégicos, contemplando pelo menos 20 estados. O efetivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF) segue em atividade para garantir que as decisões sejam cumpridas e evitar as multas altas que elas preveem, podendo chegar a R$ 1 milhão.
A paralisação dos caminhoneiros prevista para esta segunda foi convocada em 16 de novembro em meio às altas constantes dos combustíveis, que é a principal queixa da categoria. O preço do óleo diesel já subiu mais de 34% nos últimos 12 meses, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). Os caminhoneiros pedem a revisão da política de preços da Petrobras e outras reinvindicações, como o retorno da aposentadoria especial da categoria. Os caminhoneiros seguem insatisfeitos com algumas propostas do governo federal. Em São Paulo, a greve pretendia bloquear diversas localidades como a rodovia dos Bandeirantes, Anhanguera, Raposo Tavares, Régis Bittencourt, Via Dutra, Fernão Dias, Rodoanel Mario Covas a partir da meia noite desta segunda.
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*Com informações da repórter Caterina Achutti
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