Eduardo Leite oficializa pré-candidatura à Presidência: ‘Reconstrução estratégica’
O governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Leite (PSD), divulgou, nesta sexta-feira (6), um “manifesto ao Brasil” em que oficializa sua disposição em concorrer ao Palácio do Planalto em 2026. Leite disputa a indicação do partido com os governadores do Paraná, Ratinho Júnior, e de Goiás, Ronaldo Caiado.
No texto publicado nas redes sociais, o gaúcho defende responsabilidade fiscal e a superação da polarização política entre o presidente Lula (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro como pilares para um novo ciclo de desenvolvimento no país. Segundo o governador, o Brasil “tem um problema de direção” e precisa “reequilibrar as funções” dos Três Poderes.
“Não estamos diante de uma eleição comum. Estamos diante da escolha entre continuar administrando polarizações ou inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento”, afirmou Leite. “Nossa geração tem responsabilidade histórica semelhante à de outras que enfrentaram hiperinflação, redemocratização ou industrialização”.
Para o governador, enquanto outras nações planejam estratégias de longo prazo, o país permanece concentrado em disputas ideológicas e sem uma agenda clara de desenvolvimento. “A atual polarização tornou-se um fim em si mesma, o único projeto de país em discussão. Mas o que propomos não é meramente uma ruptura ideológica. É uma reconstrução estratégica”, declarou.
O governador argumenta que o Brasil precisa restaurar a capacidade de governabilidade e promover reformas institucionais para reduzir a fragmentação política e aumentar a eficiência do Estado. Ele também defende o combate permanente à corrupção e ao crime organizado, além de maior previsibilidade institucional para estimular investimentos.
Leite sustenta ainda que a responsabilidade fiscal deve ser tratada como uma agenda de proteção social, ao afirmar que a estabilidade econômica é essencial para preservar o poder de compra da população, especialmente dos mais pobres. O manifesto também menciona a necessidade de revisão de gastos ineficientes e simplificação do sistema tributário.
De acordo com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, a decisão sobre quem será o candidato do partido à Presidência deve ser tomada em abril. Em cenário testado pela pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada em fevereiro, Eduardo Leite (PSD) aparece com 1,6% das intenções de voto. O governador gaúcho surge atrás de Lula (PT), com 45,3%, do senador Flávio Bolsonaro (PL), com 39,1%, do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 5,7%, e do líder do partido Missão, Renan Santos, com 3,7%.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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