Líder do PL na Câmara nega que houve ‘chantagem’ por desobstrução e se desculpa com Motta
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), negou nesta quinta-feira (7), que os apoiadores de Bolsonaro tenham feito “chantagem” para a desobstrução da Mesa da Casa em troca da anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro. Segundo o deputado, não existe acordo para que a proposta seja votada. “O presidente Hugo Motta não foi chantageado por nós, ele não assumiu compromisso de pauta nenhuma conosco”, discursou o líder no PL, enquanto deputados lamentaram no plenário. “Nós, líderes dos partidos que compomos a maioria desta Casa, vamos pautar o fim do foro privilegiado e a anistia. Os líderes. Não o presidente Hugo Motta, não existe chantagem nesta Casa, não é comportamento da direita chantagear ninguém”, completou.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
Sóstenes ainda pediu desculpas ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), pelo protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que impediu os trabalhos na Câmara por dois dias. “Ontem, com o acirrar dos ânimos, se eu, com Vossa Excelência (Hugo Motta), não fui correto, te peço perdão da tribuna da Câmara. Não fui correto no privado, mas faço questão de vir em público te pedir perdão”, disse o deputado. Sóstenes ainda afirmou que Motta foi “muito paciente” com ele.
A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocupou a Câmara e o Senado Federal na terça-feira (5). Os parlamentares pediam a aprovação de um “pacote de paz” após a prisão de Bolsonaro. “O que aconteceu entre o dia de ontem e o dia de hoje, em um movimento de obstrução física, não fez bem a esta Casa. A oposição tem todo o direito de se manifestar, a oposição tem todo o direito de expressar a sua vontade”, discursou Motta ao retomar o comando da Casa na quarta.
As exigências eram a votação do impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), da anistia “ampla, geral e irrestrita” aos envolvidos no 8 de Janeiro e da proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim do foro privilegiado. Durante o período em que travaram os trabalhos da Casa, os parlamentares se revezaram para ocupar as Mesas Diretoras, protestaram com esparadrapo na boca e se acorrentaram à mesa. Motta só recuperou a Mesa Diretora da Câmara na noite de quarta-feira, 6, após dois dias de obstrução, sem acordo para a votação dos temas.
[jp-related-posts ids=”2033395,2033340″]
*Com informações do Estadão Conteúdo
Assuntos
continue lendo
Política
Mendonça demorou 9 dias para decidir sobre Wagner, mas 75 no caso de Castro, diz PF
Documento da Polícia Federal (PF) aponta diferença de prazos de análise de medidas cautelares contra políticos de diferentes espectros
- ‘Falta vergonha na cara de quem administra o DF’, diz candidato a governador Kiko Caputo Jovem Pan · há 2 horas
- Flávio diz que apoiaria Tarcísio à Presidência em 2030: ‘Sem dúvidas’ Estadão Conteúdo · há 3 horas
- Flávio Bolsonaro diz que Alcolumbre erra ao querer proteger Moraes por amizade Estadão Conteúdo · há 3 horas
- De médico a ministro da Saúde: conheça Humberto Costa, candidato ao Senado Nícolas Robert · há 5 horas