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Política

‘Sou mais radical do que Milei na economia’, diz Ciro Nogueira

Ex-ministro-chefe da Casa Civil de Bolsonaro propôs a extinção de estatais no Brasil, sugerindo que os recursos economizados fossem redirecionados para áreas prioritárias como educação e infraestrutura

Sarah Américo

O senador Ciro Nogueira durante pronunciamento
Ciro Nogueira Marcos Oliveira/Agência Senado

Durante um evento na Confederação Nacional do Comércio, o senador Ciro Nogueira fez declarações contundentes sobre a economia brasileira, afirmando ser mais radical do que o presidente argentino Javier Milei. Nogueira propôs a extinção de estatais no Brasil, sugerindo que os recursos economizados fossem redirecionados para áreas prioritárias como educação e infraestrutura. O ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro expressou sua frustração por não ter conseguido avançar com uma reforma administrativa, devido a resistências internas. Em sua visão, o Estado deveria ser o menor possível, e as estatais deveriam ser transformadas em um grande fundo soberano.

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Nogueira também não poupou críticas à direita brasileira, acusando muitos de seus membros de serem estatizantes e corporativistas. Ele comparou sua postura à de Javier Milei, que assumiu a presidência da Argentina em 2023 com um plano ousado de corte de gastos, conhecido como “motoserra”. No entanto, analistas políticos questionam a radicalidade de Nogueira, apontando que seu histórico político não condiz com suas declarações. O senador é frequentemente visto como um típico parlamentar do centrão, e seu discurso é considerado por alguns como uma tentativa de se alinhar à moda de privatização e redução do Estado.

A discussão sobre a privatização de estatais no Brasil é complexa e polarizadora. Enquanto alguns defendem a privatização de empresas deficitárias, como a Aerolíneas Argentinas, outros argumentam que o Estado deve manter empresas rentáveis sob seu controle. O debate se intensifica com a comparação entre a gestão de estatais por governos liberais e progressistas, com a alegação de que as primeiras tendem a gerar lucro, enquanto as segundas, prejuízo. No entanto, a questão central parece ser a administração das estatais, mais do que a sua mera existência.

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