Seis meses depois do incêndio, cresce interesse de turistas por Notre-Dame
O incêndio na catedral de Notre-Dame, em Paris, completa seis meses nesta terça-feira (15). A reconstrução deve começar no segundo trimestre do ano que vem, mais rápido do que se imaginava. No início de 2020, o número de operários vai triplicar, mas isso só deve ocorrer após a conclusão de todos os procedimentos de segurança.
Nos últimos meses, os funcionários trabalharam na instalação de tetos temporários e na limpeza dos escombros. O trabalho foi feito de forma estratégica, porque além da fragilidade da estrutura após o incêndio, a onda de calor que atingiu a Europa provocou a queda de algumas pedras das paredes da Notre-Dame.
O professor de história da Arte, João Braga, explica que a maior preocupação é evitar novos desabamentos. “Numa época medieval, no período do gótico, quando se descobriu os arcos botantes, que são estacas na laterais, para segurar a parede, ótimo, segura. Mas ao mesmo tempo o peso do teto empurra para baixo e os arcos botantes seguram. Com a ausência do teto, tem o problema desses arcos estarem fazendo pressão para dentro e a possibilidade dessas paredes caírem.”
As autoridades também monitoram os níveis de chumbo nos arredores da Notre-Dame, já que o incêndio liberou o equivalente a 400 toneladas do metal. Os órgãos de Saúde garantem que nenhuma pessoa que foi exposta apresenta níveis excessivos de contaminação no sangue.
Seis meses depois do incidente, o coral e as missas foram remanejados para igrejas das redondezas, apesar de pedidos pela instalação de uma estrutura temporária em frente à Notre-Dame.
Mesmo com a Catedral fechada para visitas e equipada com andaimes, os turistas ainda se espremem às margens do Sena para fotos com o que o sobrou após o fogo. As vendas dos cartões postais com a imagem do monumento histórico e o turismo na capital francesa por si só aumentaram depois da tragédia de 15 de abril.
As obras que estavam expostas na Catedral foram encaminhadas para o Museu do Louvre, onde passam por processos de recuperação e restauro.
As doações prometidas quando as chamas ainda ardiam se concretizaram em grande parte e somam cerca de 800 milhões de euros. Resta saber agora se a Notre-Dame será refeita exatamente como era ou se algo novo ressurgirá das cinzas.
*Com informações da repórter Nanny Cox
continue lendo
Notícias
Medalista olímpica, Leila do Vôlei tenta reeleição ao Senado pelo DF
É casada há quase 20 anos com o ex-atleta de vôlei de praia e campeão olímpico Emanuel Rego e tem um filho
- Renan Santos formaliza pedidos de impeachment contra Moraes e Toffoli, do STF Marcelo Bamonte · há 2 semanas
- Alexandre Kalil, o ex-presidente do Atlético-MG, que foi prefeito de BH e agora quer o governo de MG Sarah Américo · há 2 semanas
- Vorcaro perguntou se devia ‘estar fora’ para Moraes dois dias antes de ser preso Fernando Keller · há 2 semanas
- Dentista do SUS e militante de esquerda: Quem é Samara Martins (UP), candidata à Presidência Lucas Peçanha · há 2 semanas