Senador se reúne com Bolsonaro e ministros para pedir socorro financeiro: ‘Remédio vai chegar muito tarde’
O senador Jorginho Mello, presidente da Frente Parlamentar das Micro e Pequenas Empresas, participou, na última terça-feira, 13, de uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro, ministros e representantes de setores de beleza, turismo, bares e eventos para pedir socorro financeiro. “Eles representam 12 milhões de empregos no Brasil e passam por uma dificuldade muito grande. Tem empresa fechando, dono de restaurante juntando as cadeiras no meio do salão e indo embora. Falamos de comércio, bares, salões de beleza, turismo, eventos. Fomos pedir um socorro que não demora, porque se não o remédio vai chegar muito tarde.”
Entre os assuntos tratados no encontro estavam a injeção de dinheiro no Pronampe, a continuidade do BEm e a aprovação do MEI Caminhoneiro. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Jorginho Mello elogiou a liberação de R$ 37,5 bilhões em empréstimos através do Pronampe, mas disse que não é suficiente. “Pedimos que reeditem o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm). O governo ficou impressionado com os dados que mostram que 91% de todos os bares e restaurantes não pagam a folha de pagamentos desse mês. E mês que vem será pior ainda. Esse abre-fecha vai se estender pelo ano todo.”
Jorginho Mello citou o projeto do MEI Caminhoneiro, que está na Câmara dos Deputados. A medida permitiria trabalhadores autônomos que faturam até R$ 300 mil se cadastrarem como microempreendedores. “Transformando o caminhoneiro em Pessoa Jurídica permite a compra de pneu mais barato, por exemplo”, afirmou o senador. De acordo com ele, setores como o de supermercados não sofrem tanto com a crise. Mas bares, restaurantes, eventos e shows “já morreram e precisam ressuscitar”. Segundo o senador, o maior problema nesse processo está nos bancos, que “só oferecem dinheiro para quem já tem, já que não gostam de correr riscos.”
Assuntos
continue lendo
Política
Moraes determina destruição de armas de Bolsonaro
Ministro considerou que os armamentos eram empregados ou destinados à prática criminosa
- Alexandre Kalil, o ex-presidente do Atlético-MG, que foi prefeito de BH e agora quer o governo de MG Sarah Américo · há 13 horas
- Vorcaro perguntou se devia ‘estar fora’ para Moraes dois dias antes de ser preso Fernando Keller · há 1 dia
- Dentista do SUS e militante de esquerda: Quem é Samara Martins (UP), candidata à Presidência Lucas Peçanha · há 2 dias
- Da autocobrança ao esgotamento: como a busca pelo alto desempenho afeta o corpo e a mente Ana Carolina Oliveira · há 2 semanas