Vacina contra coronavírus começa a ser testada em humanos na Inglaterra na quinta
O governo britânico decidiu investir o que for preciso para tornar o país no primeiro a conseguir desenvolver uma vacina contra o coronavírus. O equivalente a quase R$ 250 milhões está sendo investido nas pesquisas desenvolvidas pelas universidades de Oxford e Imperial College de Londres.
Mais de mil pessoas sadias foram recrutadas para os testes em humanos que serão iniciados já nesta quinta-feira (23). Elas serão divididas em dois grupos — um deles irá receber a droga que está sendo estudada.
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Esta fase do programa deve durar seis meses e, enquanto isso, o governo está coordenando o trabalho entre os laboratórios do país. A ideia é deixar toda a cadeia produtiva do país pronta para fabricar dezenas de milhões de doses que serão necessárias.
Mas é sempre importante ressaltar que existem esforços para o desenvolvimento de uma vacina do coronavírus sendo realizados em outras partes do mundo também e as previsões mais otimistas indicam que, se tudo certo, ela estará disponível apenas no ano que vem.
A corrida por uma vacina, que também pode nunca ser encontrada, é crucial para acelerar o processo de normalização da vida nos países mais atingidos.
Isolamento social
No Reino Unido o governo ainda nem sequer fala em flexibilização da quarentena diante das estatísticas catastróficas sendo publicadas diariamente. Na França, o Instituto Pasteur divulgou um estudo confirmado que a quarentena imposta em 17 de março teve um grande impacto.
Mas se o isolamento ajudou a conter o coronavírus, ele também evitou que a população fosse contaminada. E, dessa forma, os especialistas indicam que menos de 6% da população francesa desenvolveu imunidade para o coronavírus.
Sendo assim, o país corre sério risco de uma segunda onda de contaminação quando as regras da quarentena forem relaxadas no mês que vem, ao menos que regras rígidas de distanciamento sejam mantidas.
A Espanha, que já começou a flexibilizar a quarentena lentamente, deve prorrogar o estado de emergência, com confinamento da população, por mais duas semanas até o meio de maio.
Está claro que enquanto não houver vacina nem medicamento cientificamente comprovado contra a covid-19 estas prorrogações da quarentena e as medidas de restrição serão uma constante aqui na Europa.
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Eliseu Caetano
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