Com receio da opinião pública, PT ainda avalia classificação de PCC e CV como terroristas

Como mostrou a Jovem Pan, o Palácio do Planalto foi “pego de surpresa” com a decisão

  • Por Beatriz Manfredini
  • 29/05/2026 08h35
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Fabio Rodrigues / Agência Brasil Presidente Lula (PT) durante reunião ministerial desta terça-feira (31) Lula

O PT ainda avalia, na manhã desta sexta-feira (29), qual será a reação adequada após a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas na noite anterior (28). Segundo membros da legenda ouvidos pela coluna, o tema é “sensível” e requer “cautela”.

A expectativa é que existam conversas para definir os próximos e alinhar o discurso passos durante o dia. O grande problema está no tema segurança pública, considerado crucial para a eleição de 2026 e altamente próximo da população.

Diversas pesquisas demonstram que a segurança é o tema número um que preocupa os brasileiros atualmente. O receio, portanto, é tanto que um posicionamento contrário à decisão dos EUA possa passar a impressão de tolerância ou omissão com as facções criminosas, como possa ser usado de munição para a oposição como uma defesa da criminalidade.

Internamente, se fala na possibilidade de retomar o discurso da soberania, considerado um sucesso na época do tarifaço e da Lei Magnitsky, que fez com que o presidente Lula (PT) aumentasse sua popularidade. Essa era a aposta inicial, inclusive, depois de Flávio Bolsonaro (PL) divulgar o encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, caso a reunião ganhasse corpo. Inicialmente, se falava, inclusive, que o encontro não tinha estourado a bolha bolsonarista – o que muda de figura, agora, com a repercussão.

De qualquer forma, Lula deve analisar os dados antes de se pronunciar, junto ao chanceler Mauro Vieira e o Ministério de Relações Exteriores. O PT também faz uma avaliação por fora. Como mostrou a Jovem Pan, o Palácio do Planalto foi “pego de surpresa” com a decisão. Mesmo assim, a avaliação interna é de que a mudança expõe o Brasil a ações militares.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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