PT pretende insistir em líder do agro para vice de Haddad, mas prioriza definição ao Senado

O objetivo é conseguir alguém que dialogue bem com o interior do estado de São Paulo

  • Por Beatriz Manfredini
  • 06/05/2026 14h00
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Foto: MARCELO OLIVEIRA/RASPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Haddad durante evento pelo Dia do Trabalhador em São Bernardo do Campo

O PT pretende continuar investindo no nome de Teresa Vendramini, conhecida como Teka Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, como possível vice de Fernando Haddad. Membros da pré-campanha do ex-ministro da Fazenda ao Palácio dos Bandeirantes avaliam que ela tem o melhor perfil para o posto e devem continuar as tratativas.

Até agora, após algumas conversas, Teka tem demonstrado resistência com a ideia, apesar de se disponibilizar a ajudar no conteúdo do programa de governo e se envolver em outras etapas da campanha. Mesmo assim, ela segue sendo vista como plano A.

O objetivo é conseguir alguém que dialogue bem com o interior do estado de São Paulo e especialmente com o agronegócio, setores mais resistentes às candidaturas da sigla. O papel esperado é similar à chapa nacional de 2022, quando Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) se uniram. No início do ano, Teka se filiou ao PDT, que tem interesse na vaga de vice – o que também facilita a continuidade das tratativas.

Nos bastidores, porém, não há, nesse momento, pressa na escolha. O PT quer resolver primeiro o que vem chamando de “bom problema”: as duas vagas ao Senado, que contam com nomes de três ex-ministros. Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB) seguem como opções. As duas ministras, por exemplo, já sinalizaram não ter interesse na vaga de vice.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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