Produtores rurais avaliam que Flávio Bolsonaro ficou menos competitivo após caso Master
Parte do agro já avalia em conversas reservadas que uma eventual troca de candidato no campo da direita, desde que com o aval e o empenho de Jair Bolsonaro, poderia chegar mais competitiva a um eventual segundo turno
Empresários do agronegócio ainda calculam os estragos da revelação da relação entre o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro sobre a pré-campanha do filho 02 ao Planalto. Fontes do setor ouvidas pela Jovem Pan nesta segunda (25) dizem ter visto o agro reagir com muito mais disposição em outros episódios envolvendo o sobrenome Bolsonaro.
Desta vez, o caso Master esvaziou rapidamente a tropa de choque, com a avaliação de que não dá mais para defender o filho do ex-presidente. A leitura no setor é que o áudio tornou Flávio menos competitivo e murchou inclusive o apoio financeiro que parte dos produtores planejava concentrar no senador.
Diante da dificuldade em sustentar a defesa do nome de Flávio, parte do agro já avalia em conversas reservadas que uma eventual troca de candidato no campo da direita, desde que com o aval e o empenho de Jair Bolsonaro, poderia chegar mais competitiva a um eventual segundo turno.
Caciques próximos à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) preferem esperar os próximos capítulos antes de bater o martelo sobre o tamanho do apoio. Enquanto isso, Flávio tem rodado feiras e eventos do agro no Centro-Oeste, em mais de uma agenda com camisetas estampadas com frases como “o agro é top”.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.
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