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Política

A visão de aliados de Lula sobre a carta de Flávio Bolsonaro

Interlocutores viram texto como “piada”, mas reforçam preocupação com conspiração golpista

João Vitor Revedilho

Presidente Lula (PT), acompanhado da primeira-dama Rosângela Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin, sua esposa Lu Alckmin, e do deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), entre outros aliados, em um pronunciamento no Hotel Intercontinental, na Alameda Santos, próximo à Avenida Paulista, em São Paulo (SP)
Presidente Lula (PT), acompanhado da primeira-dama Rosângela Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin, sua esposa Lu Alckmin, e do deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), entre outros aliados, em um pronunciamento no Hotel Intercontinental, na Alameda Santos, próximo à Avenida Paulista, em São Paulo (SP) WAGNER ORIGENES/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificaram como “piada” a carta divulgada pelo senador e candidato derrotado à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgada nesta quarta-feira (28). Apesar disso, membros do Planalto apontam a preocupação com uma conspiração golpista e que o tema contamine o Congresso Nacional nas próximas semanas.

Pessoas próximas de Lula chamaram Flavio de “gozador” e de “Palhaço Pirulito”. Outros aliados ainda afirmam que Flávio “perdeu o rumo” ao ir contra o próprio partido, o PL, que reconheceu a vitória de Lula nas eleições.

“O senso de humor de Flávio Bolsonaro só não é maior que a falta de caráter e de noção”, disse Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas e da campanha de Lula em São Paulo.

Já outros aliados viram uma conspiração golpista na carta de Flávio Bolsonaro e apontam preocupação com manifestações parecidas com o 8 de janeiro de 2023. Outro ponto relatado como preocupação foi o protagonismo da ida de Flávio para os Estados Unidos no Congresso Nacional, já que o governo tem receio de que isso atrase a aprovação da PEC da Segurança, por exemplo, travada no Senado.

Flávio deixou o Brasil na noite de terça-feira (27) cruzando a fronteira de Foz do Iguaçu, no Paraná, rumo a Puerto Iguazú, na Argentina. De lá, pegou um voo rumo ao Equador e depois seguiu para Miami, nos Estados Unidos.

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