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Política

Apoiadores de Lula fazem atos pelo Brasil em prol da reeleição do petista

Em algumas cidades, o movimento também protestou contra o escândalo do Banco Master

AFP

A primeira-dama do Brasil, Rosangela 'Janja' da Silva (C), e apoiadores do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva participam de uma marcha como parte de uma mobilização nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) em Brasília, Brasil, em 13 de setembro de 2026.
Janja liderou o ato pró-Lula em Brasília SERGIO LIMA / AFP

Milhares de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participaram neste domingo (13) de manifestações em várias cidades em defesa de sua reeleição e em protesto contra o escândalo do Banco Master, que envolve seu rival, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O pleito eleitoral deste ano foi abalado por revelações sobre as relações de Daniel Vorcaro, proprietário do Master e preso por usar a instituição em uma suposta fraude, com figuras de diversos campos políticos, entre elas o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e candidato à presidência pelo Partido Liberal (PL).

A três semanas do primeiro turno de uma eleição que promete ser disputada, multidões vestidas com camisetas vermelhas, em referência ao Partido dos Trabalhadores (PT), foram às ruas.

No Rio, milhares de apoiadores atenderam ao chamado da campanha do presidente e caminharam pela praia de Copacabana. Em Brasília, a participação foi semelhante, em um ato liderado pela primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, constataram repórteres da AFP. Em São Paulo, apoiadores de Lula fazem atos pelo Brasil em prol da reeleição do petista. As autoridades não divulgaram estimativas de público para os atos.

Flávio Bolsonaro “tem vinculação com todos os esquemas de corrupção que estão hoje no noticiário”, declarou à AFP, no Rio de Janeiro, Leonardo Mattos, professor universitário de 37 anos que votará em Lula.

Documentos judiciais divulgados na sexta-feira revelaram que a polícia investiga Flávio há meses por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro ligadas ao financiamento de uma cinebiografia sobre seu pai, intitulada “Dark Horse”.

O candidato se reuniu várias vezes com Vorcaro para solicitar recursos para a produção. Antes de ser preso, o banqueiro destinou cerca de US$ 12 milhões (R$ 61,5 milhões) ao projeto, segundo documentos do caso obtidos pela AFP.

Flávio Bolsonaro admitiu em maio ter pedido aportes milionários ao banqueiro para o filme, mas sustenta que todo o processo foi “totalmente legal”.

No Rio, manifestantes exibiram cartazes com os rostos dos dois homens e o slogan: “A extrema direita é podre e corrupta”.

As pesquisas mais recentes mostram empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em uma eventual votação de segundo turno, prevista para 25 de outubro.

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