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Política

Chefe da Marinha pede dispensa como testemunha de ação do golpe, mas Moraes nega

Marcos Olsen foi convocado a depor em favor do ex-chefe da Marinha, Almir Garnier, com a audiência marcada para esta sexta-feira (23)

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Marcos Sampaio Olsen cumprimenta José Múcio
52978592717_e29416a7f8_k Divulgação/Marinha

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou o pedido do comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, para ser dispensado de seu depoimento na ação penal que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado. Olsen foi convocado a depor em favor do ex-chefe da Marinha, Almir Garnier Santos, com a audiência marcada para esta sexta-feira (23).

A defesa de Garnier sustenta que o testemunho de Olsen é fundamental: “É essencial esclarecer, sobre o crive do contraditório, se à época dos fatos narrados na denúncia houve qualquer conversa ou tratativa interna relacionada à movimentação, ou preparação de tropas, tendo em vista que a testemunha arrolada exercia, naquele período, o cargo de Comandante de Operações Navais da Marinha do Brasil”, disse o advogado Demóstenes Torres. Moraes, por sua vez, determinou que o comandante da Marinha compareça à audiência, reforçando a importância do depoimento no processo.

O ex-chefe da Marinha enfrenta cinco acusações, que incluem associação criminosa armada e tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, o que torna o depoimento ainda mais relevante.

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Carlos de Almeida Baptista Júnior, ex-chefe da Aeronáutica, corroborou que Garnier estava ciente e concordou com os planos golpistas do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Em uma dessas reuniões, eu tenho uma visão muito passiva do almirante. Eu lembro que o ministro Paulo Sérgio e eu conversávamos mais, debatíamos mais, tentávamos demover mais o presidente. Em uma dessas reuniões, chegou o ponto em que ele falou que as tropas da Marinha estariam à disposição do presidente Bolsonaro”, disse.

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Publicado por Nátaly Tenório

*Reportagem produzida com auxílio de IA