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Política

Deputados da Alesp avaliam advertência a Lucas Bove por briga com Mônica Seixas no plenário

Parlamentares querem enviar recado após episódio de setembro; relator anterior havia sugerido suspensão de 30 dias, mas proposta não foi acatada

João Vitor Revedilho

lucas bove
lucas bove Divulgação/Alesp

Deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) avaliam aplicar uma advertência ao deputado estadual Lucas Bove (PL) no processo que investiga uma briga com a deputada Mônica Seixas (PSOL) no plenário da Casa. A avaliação de interlocutores ouvidos pela Jovem Pan é de que o caso não pode passar impune e que uma punição serviria de recado aos demais parlamentares.

O episódio ocorreu em setembro de 2025, quando Mônica pediu para que Bove se afastasse da deputada Professora Bebel (PT). O parlamentar rebateu e os dois passaram a discutir aos gritos. Bove chegou a mandar a psolista “ir trabalhar”. Após o ocorrido, Mônica entrou com pedido de representação por quebra de decoro parlamentar.

No primeiro processo, o relator, deputado Emídio de Souza (PT), sugeriu a suspensão do mandato por 30 dias — proposta que não foi acatada pelos pares. Parlamentares, no entanto, avaliam a necessidade de um recado e nomearam o deputado Eduardo da Nóbrega para manter o processo no Conselho de Ética.

De acordo com interlocutores, Eduardo deve indicar uma advertência, medida sem efeito prático imediato, mas que representa uma mancha no currículo do parlamentar.

Segundo parlamentares, Bove já estaria se articulando nos bastidores para evitar a punição.