Empresário e ex-presidente do Fortaleza: quem é Eduardo Girão, vice na chapa com Zema
O senador Luís Eduardo Grangeiro Girão (Novo-CE) nasceu em Fortaleza, no Ceará, no dia 25 de setembro de 1972. Ele compõe a chapa do candidato à Presidência Romeu Zema (Novo), como vice-presidente nas eleições de outubro.
Antes de entrar na política, atuou como empresário nos setores de hotelaria, segurança privada, transporte de valores e produção audiovisual. Em 2004, fundou a Associação Estação da Luz, voltada a projetos sociais.
Presidente do Fortaleza Esporte Clube em 2017, hoje, Girão atua como senador da República pelo Ceará desde 2019. Ele ganhou projeção nacional defendendo pautas conservadoras, liberais na economia e de forte oposição aos governos petistas.
Carreira política
Em 2018, disputou o Senado pelo Ceará e foi eleito pela primeira vez para cargo eletivo. Ele recebeu 1,3 milhão de votos, superando o então presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB). Na época, ele vence às eleições ainda em seu partido anterior, o Partido Republicano da Ordem Social (Pros), mas logo no início de seu mandato filiou-se ao Podemos. Apenas em 2023 passou a fazer parte do partido Novo.
Seu cargo como senador pelo estado nordestino teve início em fevereiro de 2019 e deve terminar em janiero de 2027, completando dois mandatos seguidos. Da segunda vez como senador, ele foi eleito como o segundo mais votado, atrás apenas do ex-governador Cid Gomes (PDT).
Em junho de 2019, votou contra o Decreto das Armas do governo, que flexibilizava porte e posse para o cidadão. Já em novembro de 2020, assumiu a vice-presidência do Grupo Parlamentar Brasil-ONU, formado por deputados federais e senadores que deliberam sobre as relações do Congresso Nacional brasileiro com a Organização das Nações Unidas.
O senador também apresentou, em 2021, o requerimento que ampliou a CPI da Covid para incluir a aplicação de recursos federais por estados e municípios e, mais recentemente, coletou assinaturas para investigar suspeitas envolvendo o Banco Master.
Nas eleições municipais de 2024, o senador tentou ser prefeito de Fortaleza, mas ficou em quinto lugar, com cerca de 14,8 mil votos. Já em 2026, lançou sua candidatura ao governo do Ceará e recebeu o apoio de Michelle Bolsonaro, apesar de o diretório estadual do PL ter optado apoiar Ciro Gomes (PSDB).
Recentemente, Girão foi pivô do desentendimento de Michelle Bolsonaro e seus enteados após articulação política do PL no Ceará. A legenda, por intermédio do deputado André Fernandes e com o aval de Jair Bolsonaro, costurou a aliança para apoiar Ciro.
Chapa com Zema
Com uma chapa 100% do partido Novo, Girão foi oficializado como vice de Romeu Zema no dia 04 de agoato de julho, durnate convenção da sigla.
Poucos dias antes do anúncio, o presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que o partido negociava com o Podemos uma eventual composição para a chapa presidencial.
Segundo Ribeiro, na época, ainda não havia definição sobre o candidato a vice. A declaração foi dada em entrevista coletiva ao lado de Zema após o Encontro Nacional do Novo, realizado em São Paulo no dia 18 de julho.
“Temos conversado com alguns partidos, em especial o Podemos. Tenho uma ótima relação com a Renata. Acho que há possibilidade de fazermos uma composição, mas ainda não há essa definição”, afirmou Ribeiro.
Zema afirmou ainda que o Novo pretende manter como critério para a composição da chapa a escolha de um candidato a vice “ficha limpa”.
“Nós queremos um vice ou uma vice ficha limpa. Isso é fundamental para continuarmos criticando tanta coisa que está errada sem ter o rabo preso”, declarou.
Para aceitar o convite de Zema, Girão abriu mão de suas movimentações e planos políticos estaduais no Ceará. Durante a convenção que oficializou o senador na chapa, o ex-governador mineiro justificou a escolha apontando a postura firme de Girão em pautas de costumes, segurança e fiscalização do poder público.
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