Entenda o que acontece com Carla Zambelli após STF manter condenação a 10 anos de prisão
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou por unanimidade o recurso da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) no caso da invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023, com o hacker Walter Delgatti. Além de manter a condenação, o ministro relator do caso, Alexandre de Moraes, votou pelo trânsito em julgado, “independentemente da publicação do acórdão”.
A partir de agora, a sentença já começa a valer e a deputada pode ser presa, sem que o resultado precise ser publicado nos autos do processo. O entendimento foi acompanhado por Luiz Fux, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Os recursos foram esgotados, ou seja, não há mais nada dentro do processo que a deputada possa fazer para reverter a decisão.
Zambelli foi condenada a dez anos de reclusão, em regime inicial fechado, e Delgatti a oito anos e três meses de reclusão, além do pagamento solidário de indenização de R$ 2 milhões por danos materiais e morais coletivos. Também foram estabelecidas multas individuais de cerca de R$ 2,1 milhão para a deputada e de aproximadamente R$ 520 mil para o hacker.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
O resultado da votação também quer dizer que, a partir de agora, o mandado de prisão preventiva contra Zambelli, ocasionado pela saída da parlamentar do Brasil, deixa de valer, e ela passa a ser procurada efetivamente para o cumprimento da sentença. Pela Constituição, Zambelli também deve perder o mandato parlamentar, já que não cabe mais nenhum recurso de defesa na Justiça. Nesta quinta (5), a Câmara dos Deputados aprovou licença de 127 dias para a parlamentar, que deixa de receber salário e abre lugar para o suplente Coronel Tadeu (PL-SP) tomar posse.
A deputada está foragida desde quarta-feira (4), após Moraes decretar sua prisão preventiva por deixar o Brasil afirmando que não tem pretensão de retornar. A saída ocorreu dias após o Supremo sentenciá-la no caso da invasão hacker. Segundo um aliado, ela deixou os Estados Unidos e está na Itália, onde possui cidadania e acredita estar a salvo da Justiça brasileira
O nome da deputada foi incluído por pedido de Moraes na lista de difusão vermelha da Interpol, alerta máximo para foragidos internacionais. O ministro também mandou bloquear os passaportes de Zambelli, inclusive o documento diplomático que a deputada possui em razão do cargo, e abriu um novo inquérito para investigar possíveis crimes de coação no curso do processo e obstrução.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Carolina Ferreira
[jp-related-posts ids=”1986381,1985882″]
Assuntos
continue lendo
Política
Lula cobra Fachin para solução de crise no STF: ‘Isso não pode atrapalhar o processo eleitoral’
A declaração foi feita durante participação do presidente no podcast Desce a Letra, nesta quarta-feira (16)
- Sarney recebe alta após apresentar quadro de pneumonia Fernando Keller* · há 35 minutos
- Quaest: 49% dizem que Lula é desonesto; índice de Flávio chega a 42% Jovem Pan · há 5 horas
- De ‘leviano’ a ‘desfaçatez’: veja os principais embates dos ministros do STF Marcelo Bamonte · há 5 horas
- Eu não era presidente quando Moraes foi indicado para STF, diz Lula Estadão Conteúdo · há 6 horas