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Política

Ex-dono da Reag envia proposta de delação à PGR com foco em Vorcaro

Os documentos enviados pela defesa provam os crimes financeiros do caso Master e mostram o destino de parte do dinheiro

Matheus Alleoni e Fernando Keller

CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., que teve sua liquidação extrajudicial decretada nesta quinta-feira (15), é a nova identidade jurídica da Reag Trust DTVM
Segundo a proposta, o principal implicado é Daniel Vorcaro Divulgação

A defesa do ex-dono da Reag Investimentos João Carlos Mansur enviou à Procuradoria-Geral da República uma proposta de delação premiada. A informação foi inicialmente publicada pelo UOL e confirmada pela Jovem Pan.

Os documentos enviados pela defesa reforçam os crimes financeiros do caso Master e mostram o destino de parte do dinheiro. A proposta ainda precisa da aprovação da PGR. Se for aceita, o delator assina e então o crivo passa a ser de André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), para oficializar a deleção.

Segundo a proposta, o principal implicado é Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e apontado como cabeça de um esquema de fraudes fiscais bilionárias.

A delação indicaria o caminho do dinheiro desviado pelo Master, até fundos de investimento no exterior. A reportagem tenta contato com a defesa de Mansur e agurda retorno.

Reag

A Reag Investimentos, sob o novo nome de CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., foi liquidada pelo Banco Central em janeiro de 2026.

A empresa foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira (14), a mesma que apura fraudes no Banco Master.

De acordo com a autoridade monetária, a decisão pela liquidação extrajudicial fundamenta-se na constatação de infrações severas às regras que disciplinam o funcionamento das entidades do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Em termos de impacto econômico, a distribuidora é classificada no segmento S4 da regulação prudencial. O BC informou que a empresa possui baixa relevância sistêmica, detendo uma parcela inferior a 0,001% dos ativos totais ajustados do mercado financeiro brasileiro.

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