Governo quer que prorrogação da CPMI do INSS se limite por mais 15 dias
Parlamentares da base do governo estão trabalhando nos bastidores para limitar a ampliação dos trabalhos da CPMI do INSS por mais duas semanas. A decisão do ministro André Mendonça, do STF, em prorrogar a comissão em até 120 dias desagradou tanto o governo Lula, quanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
A prorrogação do colegiado foi comemorada pela oposição. O presidente do comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que 60 dias seriam necessários para a realização de novas sessões e depoimentos até a finalização do relatório. Já parlamentares governistas acreditam que 15 dias seria suficiente para encerrar os trabalhos da comissão.
A leitura política dos deputados e senadores é de que o tempo reduzido da CPMI pode conter eventuais desgastes em ano eleitoral, devido ao avanço das investigações envolvendo nomes próximos ao presidente Lula.
Nesta quinta-feira (25), o STF vai julgar em plenário físico a decisão de Mendonça em prorrogar a comissão. Como não há consenso na Suprema Corte, um eventual pedido de vista não está descartado. Esse tempo é visto como um possível espaço para negociações entre Congresso e Judiciário, numa saída negociada sem gerar desgaste entre os Poderes.
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