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Justiça de SP autoriza destruição de 100 mil garrafas apreendidas após casos de metanol

A Justiça de São Paulo autorizou nesta quarta-feira (8) a destruição de 100 mil garrafas de bebidas apreendidas em fiscalizações realizadas após os primeiros casos de intoxicação por metanol registrados no Estado. A decisão do Tribunal de Justiça atendeu a um pedido da força-tarefa coordenada pelo governo estadual. As garrafas, segundo o governo, foram recolhidas em […]

Sarah Américo

Material aprendido para análise. Bebidas de vários estabelecimentos de depósito e restaurantes, neste sábado
MATERIAL APRENDIDO PARA ANÁLISE. BEBIDAS DE VÁRIOS ESTABELECIMENTOS DE DEPÓSITO E RESTAURANTES, NESTE SÁBADO (04). Érica Martin/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

A Justiça de São Paulo autorizou nesta quarta-feira (8) a destruição de 100 mil garrafas de bebidas apreendidas em fiscalizações realizadas após os primeiros casos de intoxicação por metanol registrados no Estado. A decisão do Tribunal de Justiça atendeu a um pedido da força-tarefa coordenada pelo governo estadual. As garrafas, segundo o governo, foram recolhidas em operações deflagradas nas últimas semanas após a confirmação de mortes e internações causadas por consumo de bebidas adulteradas. A medida visa impedir que o material volte ao mercado.

De acordo com o Instituto de Criminalística da Polícia Científica de São Paulo, análises indicaram que o metanol foi adicionado de forma intencional no processo irregular de fabricação das bebidas, e não resultou de uma destilação natural.

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O laudo reforça a suspeita de produção clandestina e uso de substâncias tóxicas para adulteração. Desde o início das investigações, a força-tarefa já realizou 21 prisões e 11 interdições de estabelecimentos em diferentes regiões do Estado. Uma das hipóteses analisadas é a reutilização de garrafas lavadas e reabastecidas com líquidos contaminados. A destruição das bebidas apreendidas, solicitada pelo governador Tarcísio de Freitas, marca uma nova etapa no combate à produção ilegal. As autoridades afirmam que o foco agora é identificar e responsabilizar os responsáveis pela adição do metanol na fabricação irregular.