Lira volta a criticar reajuste dos combustíveis e diz que não pode intervir no comando da Petrobras
Em entrevista exclusiva ao programa Prós e Contras, da Jovem Pan News, O presidente da Câmara de Deputados, Arthur Lira (PP-AL), voltou a criticar o reajuste dos combustíveis, anunciado pela Petrobras nesta sexta-feira, 17. O parlamentar, no entanto, afirmou que não há como impedir a implementação do aumento, que entrará em vigor no sábado, 18. Na avaliação do líder do Centrão, isso representaria uma interferência indevida no comando da estatal, presidida por José Mauro Ferreira Coelho. O deputado também reforçou que o Legislativo vai procurar alternativas para modificar a política de preços da empresa. Além disso, ele ressaltou, mais uma vez ,que “a paciência se esgotou”. “Não há como interferir. Esse presidente vai levar no currículo a brevidade no tempo que ocupou essa presidência de maneira usurpadora, porque está demitido e não quer sair. Apelamos para que saia. O que vamos fazer é alterar e fazer com que essa política de preços seja modificada. Vamos pedir a Petrobras todas as informações, que não entregam. A estatal não é transparente e não é correta com os brasileiros. E essa é uma situação muito cobrada pelos parlamentares. A Petrobras tem as suas regras, mas nós vamos reverter essa falta de insensibilidade”, disse.
Em comunicado divulgado na manhã desta sexta-feira, 17, a Petrobras anunciou um aumento de mais de 14% no preço do diesel – de R$ 4,91 para R$ 5,61 por litro – e de mais de 5% na tarifa da gasolina – o preço do litro vai de R$ 3,86 para R$ 4,06. Ainda durante o programa, Lira reforçou as críticas ao reajuste dos preços dos combustíveis. “O que nos causou estranheza foi ele [José Mauro Ferreira Coelho] convocar uma reunião durante o ferido e, sem nenhuma emergência ou necessidade, anunciar um novo reajuste. Nada justifica ele ter uma decisão dessa. Muita falta de sensibilidade”, resumiu. O presidente da Câmara dos Deputados já havia pedido a renúncia de Ferreira Coelho por meio de sua conta no Twitter. “O presidente da Petrobras tem que renunciar imediatamente. Não por vontade pessoal minha, mas porque não representa o acionista majoritário da empresa – o Brasil – e, pior, trabalha sistematicamente contra o povo brasileiro na pior crise do país. Ele só representa a si mesmo e o que faz deixará um legado de destruição para a empresa, para o país e para o povo. Saia!!! Pois sua gestão é um ato de terrorismo corporativo”, escreveu o parlamentar.
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