JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Jornal Jovem Pan | 20h00 - 22h30
Política

Lula diz que Brasil ‘não está à venda’, e carta de Flávio aos EUA é ‘mais uma atitude de traidores’

O presidente se manifestou nesta quinta-feira (2) sobre sobre o pedido do senador a Donald Trump que imponha taxas após às eleições

Jovem Pan

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da sessão de abertura do fórum Um Projeto de Brasil, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 2024
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a família Bolsonaro nesta quinta-feira (2) ao afirmar em nota publicada nas redes sociais que “nossa Pátria não está à venda”. A declaração vem após carta enviado pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro à Donald Trump sobre o tarifaço.

“Pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da Pátria”, escreveu.

Lula afirmou que é “inaceitável” que a família Bolsonaro submeta o Brasil aos interesses dos Estados Unidos. “Nós sempre vamos dialogar de igual pra igual com qualquer nação do mundo”, afirmou.

Para o presidente, não há razão para um tarifaço. “Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço agora ou depois”, disse Lula.

Ele disse ainda que a família Bolsonaro foi quem defendeu o aumento de tarifas e originou a discussão. “O mais absurdo é saber que a origem disso tudo foi motivada pela própria família Bolsonaro que defendeu publicamente o aumento de tarifas contra os produtos brasileiros.”

Na carta, Flávio Bolsonaro pede ao governo norte-americano que o Brasil se liberte das “amarras do Mercosul”. Lula então afirmou que pedir pelo fim do Mercosul é um mais um jeito de prejudicar a população brasileira.

“Defender o fim do Mercosul, o bloco econômico mais importante da América Latina e que acaba de firmar um acordo histórico com a União Europeia, é outro ataque ao interesse do povo brasileiro”.Lula

Por fim, Lula reafirma que o Pix é do Brasil e que não há espaço para interesses estrangeiros. “Como se não bastasse, querem entregar o Pix a interesses estrangeiros. Não vão conseguir. O Pix é uma conquista do Brasil e não vamos abrir mão dele”.

Carta de Flávio

Mais cedo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou uma manifestação para o escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), pedindo que o governo americano de Donald Trump não imponha mais taxas a produtos brasileiros.

Segundo o pré-candidato à Presidência, essa estratégia recompensaria o atual governo do presidente Lula (PT).

Flávio afirma que o governo protela negociações sérias, provoca Washington para gerar retaliações e converte a resposta em vitória política interna. “Em outras palavras: as tarifas propostas dariam ao atual governo brasileiro exatamente a vitória política que ele vem buscando, ao mesmo tempo em que puniriam a economia americana e os próprios brasileiros que buscam uma relação mutuamente benéfica com os Estados Unidos”, disse o senador.

Flávio também afirma que os EUA e o Brasil foram “parceiros de primeira ordem” e que somente no governo Lula os países se afastaram.

O senador inscreveu-se no último dia do prazo (22 de junho) para falar presencialmente na audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre a investigação da Seção 301.