Lula volta a criticar venda da Eletrobras e edita decreto que tenta ampliar oferta de gás natural no Brasil
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a criticar nesta segunda-feira (26), a venda da Eletrobras pelo governo de Jair Bolsonaro, e chamou a privatização de “crime de lesa pátria”. Ele deu as declarações em discurso no Ministério de Minas e Energia depois de reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). “Eu sonhei que a Eletrobras seria tão importante quanto a Petrobras nesse País”, disse Lula. “E é com muita tristeza, muita tristeza que eu volto à Presidência da República e encontro a Eletrobras privatizada. Na verdade, não a privatizaram, cometeram um crime de lesa pátria contra o povo brasileiro entregando uma empresa dessa magnitude”, declarou o presidente.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/cta_logo_jp_geral.png” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
E acrescentou, citando usinas hidrelétricas: “Se não fosse a Eletrobras a gente não tinha Belo Monte, a gente não tinha Santo Antônio, a gente não tinha Jirau.” O presidente da República também assinou o decreto que busca aumentar a oferta de gás natural no País. Esse ato, projetos de lei e uma Medida Provisória (MP) foram chancelados pelo presidente durante o lançamento da Política Nacional de Transição Energética, do qual Lula participa junto de outros ministros no Ministério de Minas e Energia. A íntegra das propostas ainda não foi divulgada pelo governo.
Segundo o Planalto, o decreto deverá “robustecer” as competências da Agência Nacional do Petróleo (ANP), ampliar oferta de gás natural, estabelecer melhorias no ambiente regulatório para atrair investidores, e desenvolver o mercado concorrencial de gás natural. O ato, na prática, vai alterar o decreto 10.712, de 2021, que regulamenta a nova Lei do Gás – também de 2021 – relativa ao transporte, escoamento, estocagem e comercialização de gás natural.
Já a MP assinada por Lula altera a lei 14.871, recentemente sancionada, para dispor sobre a depreciação acelerada de navios tanques. A ideia do governo é de ampliar investimentos em logística para indústria de petróleo e derivados, com o intuito de reduzir oscilações de preço com o afretamento de embarcações. Além disso, dois PLs tiveram o aval do presidente para serem enviados ao Congresso. Um deles trata de conteúdo nacional, visando “possibilitar a transferência de excedentes de conteúdo local entre contratos vigentes de exploração e produção”.
O outro cria uma nova modalidade de operacionalização do Auxílio Gás, direcionado a famílias inscritas no CADÚnico, com renda igual ou inferior ao salário mínimo, que vai ampliar o alcance do programa. Um segundo decreto assinado nesta segunda-feira revoga o ato que instituiu o comitê técnico integrado para desenvolvimento do mercado de combustíveis e demais derivados do petróleo e biocombustíveis.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Fernando Keller
[jp-related-posts ids=”1700976,1700967,1700947″]
Assuntos
continue lendo
Eliseu Caetano
Wall Street Journal diz que caso Banco Master faz brasileiros repensarem atuação do STF
A coluna coloca o caso diretamente no cenário eleitoral brasileiro e diz que o Brasil será o próximo grande teste político da América Latina
- Renan volta a criticar STF: ‘Não dá para aceitar ordens de ministro que servem a escândalo’ Estadão Conteúdo · há 14 minutos
- Terça-feira será um dos dias mais importantes nos últimos anos no Brasil, diz Flávio Estadão Conteúdo · há 40 minutos
- Dino comenta proibição da imprensa no plenário: ‘Não há razão para excluir’ Estadão Conteúdo · há 2 horas
- Aliados de Lula criticam campanha ‘analógica’ após avanço de Flávio nas pesquisas João Vitor Revedilho · há 4 horas