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Política

Mendonça agradece líderes religiosos em meio à tensão com Moraes: ‘Preces têm sido fundamentais’

O vídeo foi publicado nesta sexta-feira (4) pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)

Júlia Lara e Bruno Pinheiro

André Mendonça
Ministro do STF André Mendonça Rosinei Coutinho / STF

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) publicou um vídeo em sua rede social do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, em que ele agradece por mensagens recebidas. A reportagem confirmou com o gabinete do ministro que o vídeo foi feito e compartilhado nesta sexta-feira (4).

Segundo confirmado pela Jovem Pan, o vídeo foi enviado para alguns líderes religiosos que estariam mandando mensagens de carinho e solicitando que o ministro se manifestasse em meio à tensão com o também ministro do STF, Alexandre de Moraes.

“Meus irmão e minhas irmãs, minha palavra se dirige a vocês essencialmente para agradecer pelas mensagens de oração e de carinho. Estejam certos que suas preces a Deus têm sido fundamentais para me sustentar e sustentar minha família”, disse o ministro em vídeo.

Na legenda do vídeo, Sóstenes diz que a mensagem é para o Brasil “após sofres ataques”. “O senhor tem sido a esperança da nossa nação!”, escreveu o deputado.

Entenda a crise

Nesta semana, o ministro do STF André Mendonça enviou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, o pedido de abertura de inquérito contra o também ministro Alexandre Moraes, após relatório da Polícia Federal (PF) apontar indícios de relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso por fraudes no Banco Master.

Em resposta, na quinta-feira (3), Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação contra a atuação do Mendonça na relatoria de processos relacionados às operações Sem Desconto e Compliance Zero, da Polícia Federal.​​
​Horas antes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a anulação da investigação sobre conversas de Moraes e Vorcaro. ​​

​Nesta sexta-feira, o presidente do Supremo estabeleceu o prazo de cinco dias para que o ministro André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestem sobre o caso​.

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