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Política

Oposição a Tarcísio cresce na Alesp, mas base governista continua maioria

Nas eleições de domingo (4), PT, PSOL e PSB passaram de 23 para 28 cadeiras; partidos aliados elegeram 65 deputados

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Governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

A oposição ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ganhou espaço na Assembleia Legislativa do estado (Alesp) nas eleições de domingo (4). PT, PSOL e PSB elegeram juntos 28 deputados para a próxima legislatura, cinco a mais do que possuem atualmente.

O crescimento foi puxado principalmente pelo PSOL, que ampliou sua bancada de cinco para nove parlamentares. O partido foi o segundo que mais cresceu na Assembleia, atrás apenas do PL, que passou de 21 para 27 cadeiras.

O PT, embora tenha perdido uma cadeira, continuará como a segunda maior bancada da Casa, com 16 deputados. Já o PSB elegeu três parlamentares e completa o bloco de oposição.

O resultado também fortalece a presença do PSOL entre os nomes mais votados do estado. Dos cinco candidatos com maior votação para a Alesp, três são da legenda: Sofia Favero, em terceiro lugar; Carlos Giannazi, em quarto; e Paula da Bancada Feminista, em quinto. O petista Eduardo Suplicy ficou na segunda posição.

Base de Tarcísio ainda é maioria

Apesar do avanço da oposição, Tarcísio continuará com maioria na Alesp. Os partidos aliados ao governador elegeram 65 deputados, um a menos que na atual legislatura.

A base será formada por:

PL – 27 cadeiras;

PSD – 9;

Republicanos – 6;

Podemos – 6;

MDB – 5;

PP – 5;

União Brasil – 4;

PRD, Novo e PSDB – uma cadeira cada.

O próprio partido de Tarcísio, o Republicanos, perdeu força e caiu de nove para seis deputados. O União Brasil teve uma redução ainda maior, de cinco cadeiras.

No primeiro mandato, o governador conseguiu aprovar todos os principais projetos de interesse do Executivo na Assembleia, incluindo medidas consideradas mais controversas, como a privatização da Sabesp.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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