Pré-candidato ao Senado do RJ, Marcio Canella é preso após PF encontrar fuzil em seu carro
O pré-candidato do União Brasil ao Senado pelo Rio de Janeiro, Marcio Canella, foi preso nesta terça-feira (7) após a Polícia Federal (PF) encontrar um fuzil em seu carro, durante cumprimento de mandato de busca e apreensão expedido na 6ª fase da Operação Unha e Carne.
Marcio Canella foi preso em flagrante por posse ilegal de armamento, após um fuzil calibre .556, que é classificado como arma de uso restrito, ser encontrado em seu carro pela PF.
Canella não tinha mandado de prisão, mas era investigado pela Polícia Federal por participar de um esquema de lavagem de dinheiro, a sexta fase da Operação Unha e Carne, que mira uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro.
O político carioca foi eleito vereador de Belford Roxo em 2012, elegeu-se para o cargo de deputado estadual em 2015 e, por 3 mandatos, ficou na Alerj. Canella se licenciou para ser vice-prefeito de Waguinho de 2017 a 2019 em Belford Roxo (RJ). Em 2024, Canella se elegeu prefeito do município carioca.
Canella renunciou ao cargo de prefeito em abril deste ano, visando as eleições para o Senado, nas quais conta com o apoio do pré-candidato à presidência pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro. A administração municipal de Belford Roxo ficou sob comando de sua vice, Mariana Malta (União).
Carne e Unha
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) a sexta fase da Operação Unha e Carne e mira uma organização criminosa que, segundo relatório de inteligência do Coaf, teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
Além de Canella, também está sendo investigado o ex-secretário estadual de Polícia Civil, Marcus Amim. Ao todo, agentes cumprem 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. A Justiça também determinou o sequestro de bens, valores e a suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado.
De acordo com a PF, há indícios de participação de agentes públicos no esquema, que pode envolver crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal, além de outras infrações que ainda estão sob apuração.