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Política

Projeto da reação brasileira a tarifas é aprovado contra a vontade de Bolsonaro

De acordo com informações, Bolsonaro foi convencido pelos líderes de que não teria como votar contra a matéria

Sarah Américo

Bolsonaro discursa ao lado de aliados após decisão do STF que o tornou réu no caso da suposta trama golpista
COLETIVA JAIR BOLSONARO EM BRASÍLIA EDUARDO F S LIMA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

A Câmara dos Deputados tem enfrentado uma semana confusa e tensa entre os parlamentares da oposição. Orientados a obstruírem a pauta do governo desde o início da semana, os deputados ainda não sabem qual orientação seguir no plenário da Câmara dos Deputados. Na quarta-feira (02), durante a votação do projeto da reciprocidade que prevê medidas de resposta a barreiras comerciais impostas por outros países a produtos brasileiros, as orientações eram desencontradas até o momento da votação do mérito da matéria no plenário da Câmara dos Deputados. Após um acordo entre os partidos, o projeto foi aprovado em votação símbolo.

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Fontes ouvidas pelo titular desta coluna revelaram que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e apoiador de Donald Trump, era contra a votação do projeto, mesmo que relatado no Senado pela sua ex-ministra Tereza Cristina. Bolsonaro, até horas antes da votação em plenário, resistia em liberar os parlamentares do PL para votarem a favor da medida. De acordo com informações, Bolsonaro foi convencido pelos líderes de que não teria como votar contra a matéria. Os parlamentares pretendem adotar o discurso de que a medida não é contra os Estados Unidos, pois a tributação para o Brasil será menor em comparação a outros países. No plenário, os deputados já alegavam hoje que a reciprocidade será importante para a Europa, França.

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