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Quem é Felix Mendonça Jr., deputado alvo da nova fase da Operação Overclean

Parlamentar baiano do PDT é citado pela PF em investigação que mira suposto desvio de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro; ação cumpre mandados nesta terça-feira (13) na Bahia e em Brasília

Nicolas Robert

O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA)
O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

O deputado federal Felix Mendonça Jr. (PDT), de 62 anos, é o principal alvo da nova fase da Operação Overclean, deflagrada nesta terça-feira (13) pela Polícia Federal (PF). A ofensiva, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de desviar recursos de emendas parlamentares, além de praticar corrupção e lavagem de dinheiro, segundo a PF.

Ao todo, nove mandados de busca e apreensão são cumpridos em Brasília (DF) e nas cidades baianas de Salvador, Mata de São João e Vera Cruz. Em Salvador, um dos alvos é um apartamento no edifício Mansão Windberger, no Corredor da Vitória, um dos metros quadrados mais caros da capital baiana. O prédio luxuoso tem vista para a Baía de Todos-os-Santos, píer, teleférico e apartamentos que chegam a 993 m² — avaliados em mais de R$ 55 milhões — e abriga celebridades como o cantor Bell Marques e o jogador Everton Ribeiro.

Quem é o deputado

Nascido em Itabuna, no sul da Bahia, Felix Mendonça Jr. é filho do ex-deputado federal Félix Mendonça, que morreu de Covid-19 em 2020, aos 92 anos, em Salvador. Ele está no quarto mandato consecutivo como deputado federal. Foi eleito pela primeira vez em 2010 e se mantém na Câmara desde então.

Nas últimas eleições, em 2022, declarou R$ 3 milhões em bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), incluindo uma casa na Praia do Forte, no litoral norte baiano, avaliada em R$ 660 mil, e uma embarcação de R$ 200 mil.

Investigação

A primeira fase da Operação Overclean ocorreu em dezembro de 2024, quando 59 mandados judiciais foram cumpridos e 16 pessoas foram presas na Bahia, São Paulo e Goiás. Segundo a PF, o esquema funcionava por meio de direcionamento de recursos públicos de emendas parlamentares para licitações. Servidores públicos facilitavam a vitória de empresas que superfaturavam contratos e desviavam o dinheiro.

Nesta etapa, o STF determinou o bloqueio de R$ 24 milhões de investigados, entre pessoas físicas e jurídicas, para impedir movimentações de valores supostamente ilícitos.

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Os investigados poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.

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