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Política

Veja como será o cronograma das eleições para presidência do Senado e da Câmara

Além da eleição para presidente, serão escolhidos os ocupantes dos demais cargos da direção das Casas, conhecidas como Mesas Diretoras

Luisa Cardoso

Congresso Nacional vazio
Congresso se prepara para eleição dos novos Presidentes da Câmara e do Senado WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Parlamentares do Senado e da Câmara dos Deputados se reúnem neste sábado (1), para eleger os novos presidentes de cada uma das Casas legislativas pelos próximos dois anos. A primeira sessão será a do Senado, marcada para às 10h, enquanto a votação na Câmara está prevista para ter início à tarde, às 16h. Os favoritos são o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que obteve uma ampla aliança com partidos de esquerda, centro e direita, e o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), que tem o apoio da maioria dos partidos à sua candidatura.

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Além da eleição para presidente, serão escolhidos os ocupantes dos demais cargos da direção das Casas, conhecidas como Mesas Diretoras. A eleição é secreta e será realizada em urnas eletrônicas na Câmara, enquanto no Senado a votação é feita em cédulas de papel depositadas em um repositório. Para presidente, vence o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos, ou aquele que receber o maior número de votos em segundo turno, se tiver. Veja a seguir como será o dia no Congresso.

Cronograma da eleição na Câmara

  • 9h – Formação de blocos

Os partidos registram em quais blocos entrarão. Os blocos são associações de partidos a partir dos quais os principais cargos da Câmara, com exceção da presidência, são divididos. Os maiores grupos têm direito de escolher primeiro os postos. Depois, há a eleição para esses postos. Por exemplo: se um bloco escolhe a Primeira Secretaria, há uma eleição para escolher quem ocupará o cargo, mas só deputados desse bloco podem se candidatar. A candidatura de Hugo Motta está tão consolidada que a tendência é haver apenas um grupo de partidos;

  • 11h – Reunião de líderes

Líderes partidários se reúnem para definir os acordos com os blocos sobre a distribuição das cadeiras na Mesa Diretora;

  • 13h30 – Inscrição de candidatos

Prazo limite para quem desejar se candidatar se inscrever junto à Secretaria-Geral da Mesa, o órgão responsável pelos trâmites regimentais da Câmara

  • 16h – Abertura da sessão

Começa a sessão no plenário da Câmara voltada à eleição. Os candidatos têm direito a discursar por 10 minutos – esse é o tempo de praxe, mas no dia pode haver um acordo para o período ser maior ou menor. O tempo normalmente é usado para reforçar e tornar públicos alguns compromissos de campanha. Com a sessão em andamento, os deputados vão até as urnas eletrônicas instaladas no Salão Verde, espaço contíguo ao plenário, e escolhem seus candidatos. O voto é secreto. Finalizada a votação, o resultado da eleição para presidente é mostrado no plenário, e o eleito toma posse imediatamente. Ele preside a parte seguinte da sessão, quando são divulgados os resultados das votações para os demais cargos da Mesa, e conduz as votações em segundo turno, caso necessário.

Cargos em disputa

Presidência – Conduz as sessões e tem como um de seus principais poderes definir quando e se projetos são votados. Cargo atualmente ocupado por Arthur Lira (PP-AL); 1ª Vice-Presidência – Substitui o presidente quando ele está ausente e elabora pareceres sobre requerimentos de informação e projetos de resolução. Também é vice-presidente do Congresso Nacional. Cargo atualmente ocupado por Marcos Pereira (Republicanos-SP);

2ª Vice-Presidência – Examina pedidos de ressarcimento de despesa médica dos deputados e faz articulação institucional entre a Câmara e os órgãos legislativos dos Estados e municípios Cargo atualmente ocupado por Sóstenes Cavalcante (PL-RJ); 1ª Secretaria – Supervisiona atividades administrativas da Câmara, como encaminhamentos de pedidos de informação, indicações a outros poderes e credenciamento de jornalistas, representantes de órgãos públicos e outras pessoas que querem acesso à Casa. Cargo atualmente ocupado por Luciano Bivar (União-PE);

2ª Secretaria – Responsável pelos passaportes diplomáticos e vistos para missões oficiais concedidos para deputados e servidores da Câmara, entre outras atribuições. Cargo atualmente ocupado por Maria do Rosário (PT-RS); 3ª Secretaria – Examina requerimentos de licença e justificativas de faltas de deputados, além de autorizar previamente reembolsos de passagens aéreas de deputados em alguns casos. Cargo atualmente ocupado por Júlio Cesar (PSD-PI);

4ª Secretaria – Administra os apartamentos funcionais da Câmara e o auxílio-moradia pagos aos deputados que não obtêm apartamento funcional. Cargo atualmente ocupado por Lucio Mosquini (MDB-RO); Suplências – Quatro deputados que substituem os secretários em suas ausências. Cargos atualmente ocupados por Gilberto Nascimento (PSD-SP), Pompeo de Mattos (PDT-RS), Beto Pereira (PSDB-MS) e André Ferreira (PL-PE).

Tudo está encaminhado para que Motta vença a eleição com uma maioria esmagadora e assuma o cargo com muito poder, já que possui o apoio da maioria dos partidos. Além dele, também devem concorrer o pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) e Marcel Van Hattem (Novo-RS), cujas candidaturas são sustentadas apenas pelas suas respectivas legendas.

Cronograma da eleição no Senado

  • 10h – Abertura da sessão

Início da sessão na qual a votação será realizada

  • 11h – Eleição dos demais cargos

Os senadores devem se reunir para eleger os demais integrantes da Mesa Diretora: dois vice-presidentes e quatro secretários. Caso Alcolumbre, que é favorito, seja eleito, pelo acordo firmado entre as siglas, a distribuição de cargos na Mesa Diretora deve ser a seguinte:

  • Primeira Vice-Presidência: Eduardo Gomes (PL-TO);
  • Segunda Vice-Presidência:Humberto Costa (PT-PE);
  • Primeira Secretaria: Daniella Ribeiro (PSD-PB);
  • Segunda Secretaria: Confúcio Moura (MDB-RO);
  • Terceira Secretaria: Chico Rodrigues (PSB-RR);
  • Quarta Secretaria: Laércio Oliveira (PP-SE).

Além de Alcolumbre, também são candidatos ao comando da Casa Alta os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Marcos do Val (Podemos-ES), Marcos Pontes (PL-SP) e Soraya Thronicke (Podemos-MS). Como há mais de um candidato, os senadores farão a votação em cédula de papel e a depositarão em um repositório. Os parlamentares serão chamados nominalmente para depositar os votos. Depois disso, as cédulas serão contadas para registrar o resultado. Caso fosse apenas um candidato, como já ocorreu em 2005, quando Renan Calheiros (MDB-AL) foi candidato único, a votação seria realizada pelo painel eletrônico.

Publicado por Luisa Cardoso
*Com informações do Estadão Conteúdo

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