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Política

Veja os erros e acertos do governo Lula, segundo a pesquisa AtlasIntel

Farmácia Popular, Desenrola e isenção do IR lideram avaliação positiva; taxa sobre compras internacionais e regras do Pix estão entre críticas

Victor Trovão

Lula viaja para Roma para abertura do Fórum Mundial da Alimentação
Lula viaja para Roma para abertura do Fórum Mundial da Alimentação Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Farmácia Popular, o Desenrola Brasil e a isenção de Imposto de Renda (IR) para contribuintes com renda mensal abaixo de R$ 5 mil reais se destacam como os principais acertos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aponta pesquisa AtlasIntel em conjunto com Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (26).

A gratuidade para todos os medicamentos e itens do Farmácia Popular é qualificada como acerto por 84% dos entrevistados, 9% como erro e 7% não sabem. O Desenrola, programa de renegociação de dívidas da população, é considerado acerto por 75%, erro por 14% e 11% não sabem.

Já a isenção de IR é vista como acertada por 74%, errada por 16% e não sabem 10%. Em seguida, vem a assinatura do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), enxergada como um acerto por 63%, um erro por 14% erro não sabem 23%.

Para 60%, o fim da obrigatoriedade de aulas em autoescola para tirar a carteira de motorista é visto como acerto, enquanto 33% dizem que é erro e 7% não sabem.

Entre os 14 programas pesquisados, o que tem o maior índice negativo é o imposto sobre compras de até US$ 50 (cerca de R$ 300) em sites do exterior – 62% dizem que foi um erro, 30%, acerto, e 8%, não sabem. A cota de emprego para detentos em regime semiaberto e ex-detentos em licitações públicas é considerada erro por 51%, acerto por 32% e não sabem 18%.

A tentativa de fiscalização das transações via Pix que somam mais de R$ 5 mil por mês é vista como erro por 59%, acerto 35% e não sabem 7%. Já 45% dizem que foi um erro a adoção do arcabouço fiscal para o equilíbrio das contas públicas, enquanto 40% veem erro e 15% não sabem. A retirada de empresas públicas, como os Correios, do programa de privatização é considerada erro por 51%, acerto por 43%, e 6% não sabem.

O levantamento entrevistou uma amostra de 5.028 respondentes entre o público alvo da população adulta brasileira. A metodologia foi recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O período de coleta foi de 18 a 23 de março.

*Com Estadão Conteúdo