Casa própria: confira as principais regras de financiamento

Com as baixas taxas de juros, o interesse dos brasileiros pela compra de imóveis aumentou; conheça as opções de crédito imobiliário mais comuns

  • Por Lívia Zanolini
  • 30/11/2020 15h10 - Atualizado em 30/11/2020 15h49
Tony Winston/Agência BrasíliaO Sistema Financeiro de Habitação é aplicado na compra do primeiro imóvel, que não pode ser avaliado em mais de R$ 1,5 milhão, e é o modelo usado na maioria dos financiamentos

Nos primeiros oito meses deste ano, os empréstimos destinados à aquisição e construção de imóveis, no país, avançaram 40%, atingindo R$ 66 bilhões. Mas o que explica essa expansão do setor em plena crise econômica causada pela pandemia da Covid-19? Na tentativa de aquecer a economia, o Banco Central cortou a Selic, que é a taxa básica de juros do Brasil, para 2%. O nível mais baixo da história. E isso reflete nas taxas de financiamento. As duas principais modalidade de crédito imobiliário são: o Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). O SFH é aplicado na compra do primeiro imóvel, que não pode ser avaliado em mais de R$ 1,5 milhão, e é o modelo usado na maioria dos financiamentos imobiliários. Já o SFI geralmente é utilizado por consumidores com maior poder aquisitivo e sem limitação de patrimônio e renda. Após a escolha do sistema, é necessário definir a forma como as parcelas serão pagas. São dois os principais tipos de planos. O SAC – Sistema de Amortização Constante -, com parcelas que vão diminuindo ao longo dos meses, e a tabela Price, com prestações fixas do começo ao fim do contrato. Veja, a seguir, como ficaria a aplicação de ambos os modelos de pagamento, sem levar em consideração a correção mensal e os seguros por danos físicos do imóvel e por morte ou invalidez permanente.

Imagine um imóvel avaliado em R$ 450 mil. O comprador dá uma entrada de R$ 90 mil e financia R$ 360 mil em 30 anos, que é o prazo máximo na maioria dos bancos. Cada instituição define a própria taxa de juros, sendo que a média do mercado está em 7,5% ao ano. No SAC, o valor da amortização é maior. Neste caso, a primeira parcela seria de R$ 3.160 e a última de R$ 1.006. Já na tabela Price, as parcelas são fixas e, neste exemplo, o valor de cada uma seria de R$ 2.444. E qual seria o melhor sistema de amortização? Para o especialista em matemática financeira, José Dutra Sobrinho, o ideal é aquele que cabe no orçamento de cada um. “É importante lembrar que embora esses dois planos sejam equivalentes do pontos de vista econômico, eu, particularmente, optaria pelo SAC.  Porque além de pagar menos juros no total, as prestações seriam decrescentes da primeira até a última, o que seguramente me daria maior tranquilidade financeira”, esclarece, ressaltando que o valor das prestações não pode comprometer mais de 30% da renda. Tá Explicado? 

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