Estoques de sangue em queda no país: Confira os protocolos na pandemia e o que é preciso para ser doador

A movimentação nos hemocentros, que normalmente cai no meio do ano por causa do frio, corre o risco de ficar ainda menor; campanhas são realizadas, em todo o Brasil, para incentivar as doações

  • Por Lívia Zanolini
  • 18/06/2021 15h32 - Atualizado em 18/06/2021 16h10
Pixabay / AhmadArdityEm São Paulo, por exemplo, a Fundação Pró-Sangue, vinculada à Secretaria de Saúde do Estado, chegou a operar com apenas 34% do estoque em maio

A queda acentuada nos estoques de sangue nos principais hemocentros do país preocupa. A situação, que se agravou com o afastamento de doadores durante a pandemia da Covid-19, corre o risco de ficar ainda pior agora. Isto porque, com a aproximação do inverno, o comparecimento aos postos de coleta normalmente diminui. Em São Paulo, por exemplo, a Fundação Pró-Sangue, vinculada à Secretaria de Saúde do Estado, chegou a operar com apenas 34% do estoque em maio. A instituição está entre os cinco maiores bancos de sangue da América Latina. Quem também precisa, com urgência, da colaboração de doadores é a Fundação Hemominas, ligada à Secretaria de Saúde de Minas Gerais. O hemocentro registra, neste ano, redução média de 44% nos estoques. No caso de alguns grupos sanguíneos, a reserva está 60% abaixo do ideal. No Rio de Janeiro, o quadro é menos crítico, mas, ainda assim, pede atenção. No Hemorio, os bancos de sangue estão 30% abaixo da meta.

Diante dos números nesta época, a campanha Junho Vermelho é realizada, em todo o Brasil, para incentivar as doações. A data também faz referência ao dia 14 de junho, considerado o Dia Mundial do Doador de Sangue. Além de convocar os doadores, as mobilizações querem esclarecer a população sobre a segurança do procedimento mesmo durante a pandemia. Segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos hemocentros está agendando as doações para evitar aglomerações e para diminuir o tempo de permanência das pessoas nos postos de coleta. E os protocolos de higienização e distanciamento foram intensificados. Lembrando que, para ser doador, é preciso, principalmente:

  • Ter entre 16 e 69 anos;
  • Pesar, no mínimo, 50 quilos;
  • Estar alimentado e não ingerir alimentos gordurosos antes da doação;
  • Não ter consumido bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas;
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas;
  • E apresentar documento de identificação com foto.

Atenção! Gestantes e lactantes não podem doar. E, claro, diante de qualquer sinal de gripe, resfriado ou febre, é necessário aguardar, pelo menos, sete dias após o fim dos sintomas. Se o diagnóstico for positivo para a Covid-19, é preciso esperar 30 dias após a recuperação completa. Tá Explicado? 

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