Remédios emagrecedores: quais são permitidos e quais os riscos do uso indiscriminado

Para muitos, esses medicamentos são a solução para emagrecer rápido e sem muito esforço; saiba quais estão autorizados pela legislação brasileira e para quem realmente são indicados

  • Por Lívia Zanolini
  • 17/05/2021 15h29 - Atualizado em 17/05/2021 15h48
Pixabay / ksyfffka07Em 2011, a Anvisa retirou do mercado inibidores de apetite do tipo anfetamina, que são drogas sintéticas que podem causar dependência, como fármacos à base de anfepramona

Os emagrecedores são medicamentos usados para reduzir ou controlar o peso. No Brasil, as três principais substâncias autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária são a sibutramina, a mais utilizada pela relação custo-benefício e que age no sistema nervoso central, inibindo o apetite, a liraglutida, que, além de reduzir a fome, diminui o esvaziamento gástrico, prolongando a sensação de saciedade, e o orlistat, que reduz a absorção de gordura pelo organismo. Desses, apenas medicamentos que têm sibutramina na composição exigem receita controlada. Apesar disso, qualquer um consegue comprar esses produtos facilmente na internet. Muitos são amplamente divulgados nas redes sociais e até mesmo vendidos em sites conhecidos.

Porém, endocrinologistas esclarecem que são remédios usados em tratamentos médicos, geralmente prescritos a pacientes obesos ou que estejam acima do peso com doenças associadas. Não há indicação para pessoas saudáveis que desejam emagrecimento rápido. A presidente do departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, Maria Edna de Melo, alerta para os riscos do uso indiscriminado desses medicamentos. “Eles tendem aumentar a frequência cardíaca e a aumentar a pressão arterial. Então quando eles são usados em doses altas, isso pode repercutir nesse sistema cardiovascular do paciente. Então toda medicação deve ser feita com o seguimento médico, com avaliação regular para saber se aquela dose está adequada para o paciente, tanto no sentido de eficácia, como também no sentido de segurança”.

A endocrinologista esclarece que para pessoas saudáveis, ou seja, que não tenham nenhuma comorbidade, e que estejam com sobrepeso,  a indicação é de mudança de estilo de vida. “A gente tem que trabalhar na alimentação e também com o aumento da atividade física“. Melo ainda chama a atenção para medicamentos apresentados como produtos naturais, mas que, muitas vezes, contém ingredientes ativos que podem desencadear efeitos colaterais. Em 2011, a Anvisa retirou do mercado inibidores de apetite do tipo anfetamina, que são drogas sintéticas que podem causar dependência, como fármacos à base de anfepramona. Tá Explicado?

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