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Saúde

Entenda o que é a peste pneumônica, que está sendo investigada na Rússia

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, tosse com expectoração, que pode ser sanguinolenta, e desconforto no peito

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Tecido de pulmão que está infectado com a peste pneumônica
Tecido de pulmão que está infectado com a peste pneumônica Foto: Callista Images / Connect Images via AFP

A funcionária de um laboratório do Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk, na Sibéria, morreu de pneumonia de origem ainda não determinada, o que levou as autoridades russas a colocar dezenas de pessoas em quarentena e a fazer com que a chefe do órgão regulador de saúde do país se deslocasse à região, informou a Reuters.

Há suspeita de que ela tenha morrido em razão da peste pneumônica, que afeta os pulmões e é transmitida por gotículas respiratórias. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, tosse com expectoração, que pode ser sanguinolenta, e desconforto no peito.

É uma doença tratável com antibióticos, mas a detecção precoce é crucial para o sucesso do tratamento. A rapidez no diagnóstico e no início do tratamento é essencial para evitar complicações fatais.

A transmissão da peste na forma bubônica ocorre por meio da picada de pulgas infectadas. Já na forma pneumônica, a transmissão se dá por gotículas aerógenas lançadas pela tosse no ambiente. A maior transmissibilidade se dá no período sintomático, em que o bacilo circula no organismo em maiores quantidades.

Segundo o ministério da saúde, a transmissibilidade da peste pneumônica ocorre no início da expectoração, permanecendo enquanto houver bactérias no trato respiratório.

O período de incubação geralmente é de 2 a 6 dias na peste bubônica e de 1 a 3 dias na peste pneumônica. A peste continua sendo potencialmente perigosa em diversas partes do mundo.

Funcionária que morreu

A funcionária foi identificada pela imprensa local como Darya Shipilova, de 28 anos. Ela trabalhava no instituto, dedicado ao estudo da peste e de outras doenças infecciosas, e faleceu no hospital da cidade de Shelekhov. Relatos sobre o modo e o local em que adoeceu são contraditórios.

Nas redes sociais circularam rumores de que teria derrubado um tubo de ensaio com bactérias vivas, mas o próprio instituto não encontrou evidências de acidente no manuseio de patógenos, segundo a agência.

A morte gerou preocupação pública, embora as autoridades tenham afirmado, nesta segunda-feira (5), que a situação está sob controle. De acordo com a Reuters, a Organização Mundial da Saúde avaliou que, com base nas informações disponíveis, o risco para a população em geral parece baixo e disse que fará novas avaliações à medida que surgirem mais dados.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o episódio como um “grande problema para a Rússia” e ofereceu ajuda. “Vamos ajudar. Para quem tiver esse tipo de problema, estamos sempre dispostos a ajudar”, declarou.

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