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Política

Presidente pode assinar tratados internacionais sozinho?

Chefe do Executivo negocia e celebra acordos, mas compromissos internacionais relevantes dependem de aprovação do Congresso

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As cúpulas abrigam os plenários da Câmara dos Deputados (côncava) e do Senado Federal (convexa), enquanto que nas duas torres - as mais altas de Brasília - funcionam as áreas administrativas e técnicas que dão suporte ao trabalho legislativo diário das duas instituições.
Congresso Nacional, em Brasília Roque de Sá/Agência Senado

O presidente ocupa posição central na política externa e pode celebrar tratados, convenções e atos internacionais em nome do Brasil.

Isso não significa, porém, que todo compromisso negociado pelo Executivo passe a valer internamente apenas com a assinatura presidencial.

A Constituição atribui ao Congresso competência para resolver definitivamente sobre tratados que gerem encargos ou compromissos relevantes para o país.

Depois da aprovação legislativa e das etapas diplomáticas necessárias, o acordo pode ser incorporado ao ordenamento brasileiro conforme o rito aplicável.

A questão interessa ao próximo governo porque Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam prioridades diferentes na relação com outros países e organismos internacionais.

A assinatura presidencial abre ou conclui etapas importantes da negociação, mas a separação de Poderes também aparece na política externa.

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