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Bruno Pinheiro

PF prende pastor Marcio Poncio em nova fase da Operação Unha e Carne

Também são alvos da operação o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apontado pela PF como líder da organização criminosa, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar

Bruno Pinheiro

Pastor Marcio Poncio
Pastor Marcio Poncio Reprodução

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (2), o pastor Marcio Poncio durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado à chamada “Máfia do Cigarro” no Rio de Janeiro. A ofensiva foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Poncio foi localizado em um flat na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ao todo, a operação cumpre três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados no Rio e em São João de Meriti.

Também são alvos da operação o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apontado pela PF como líder da organização criminosa, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar. Ambos já estavam presos no momento da ação.

Segundo a Polícia Federal, esta nova fase busca aprofundar as investigações sobre indícios de lavagem de dinheiro praticada pela atual cúpula do jogo do bicho no estado, além de possíveis conexões do esquema com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo fluminenses.

As investigações avançaram após a análise de documentos apreendidos em etapas anteriores, que teriam revelado uma contabilidade paralela voltada à ocultação de recursos ilícitos. Os investigadores também identificaram registros de supostos pagamentos indevidos e indícios de doações eleitorais irregulares.

Por determinação de Moraes, também foi autorizado o sequestro de bens e valores de até R$ 22 milhões. A operação ocorre no contexto da decisão do STF no julgamento da ADPF 635, que determinou à PF o aprofundamento das investigações sobre grupos criminosos violentos no estado e suas ligações com agentes públicos.

Em nota, a defesa de Adilson Oliveira rebateu a alegação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos. O advogado Ricardo Braga disse que confia no Poder Judiciário e no devido processo legal.

A Jovem Pan tenta contato com a defesa dos outros envolvidos. O espaço está aberto para manifestação.