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Eliseu Caetano

Milei e líderes da direita latino-americana comemoram desempenho de Flávio Bolsonaro nas eleições

Presidente argentino celebrou nas redes sociais o resultado do candidato do PL. Presidente da Colômbia também manifestou apoio público a Flávio durante a apuração.

Eliseu Caetano

Javier Milei e Flávio Bolsonaro em encontro em Buenos Aires
Javier Milei e Flávio Bolsonaro se encotram em Buenos Aires Divulgação

O desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras provocou manifestações de apoio fora do país neste domingo (4). O presidente da Argentina, Javier Milei, foi um dos mais enfáticos e utilizou as redes sociais ao longo do dia para apoiar o candidato brasileiro.

Durante a votação, Milei compartilhou no X um vídeo produzido pela emissora argentina LN+ que mostrava Flávio Bolsonaro chegando para votar no Rio de Janeiro. O argentino escreveu em letras maiúsculas: “FENÓMENO BARRIAL”, expressão que pode ser traduzida como “fenômeno local”.

O presidente argentino fez outras publicações em apoio ao candidato do PL. Em uma delas, compartilhou imagens de Flávio e do ex-presidente Jair Bolsonaro acompanhadas da mensagem “Que as forças do céu estejam com vocês”. Em outra, publicou uma fotografia ao lado de Flávio com a frase “Por ele hoje”.

Após a confirmação de que a eleição seria decidida no segundo turno e com Flávio terminando a primeira etapa da disputa à frente de Lula, Milei voltou às redes sociais para comemorar.

“A liberdade avança no Brasil”, escreveu o presidente argentino. Milei parabenizou Flávio pelo que classificou como uma “eleição histórica” e afirmou esperar que Argentina e Brasil possam trabalhar juntos e continuar como importantes parceiros comerciais, culturais e políticos.

Presidente da Colômbia também se manifesta

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, também utilizou o X para manifestar apoio a Flávio Bolsonaro durante a apuração.

“Hoje meu coração está com o Brasil, que Deus tenha piedade do país irmão como teve com a Colômbia. A verdadeira mudança é derrotar a esquerda”, escreveu Espriella.

O colombiano encerrou a publicação enviando “um grande abraço” a Flávio Bolsonaro. A manifestação ocorreu quando os números da apuração já indicavam vantagem do candidato do PL sobre Lula.

A eleição brasileira vem sendo acompanhada de perto pelos governos da região. Nos últimos anos, uma série de países latino-americanos elegeu governos de direita ou conservadores, entre eles Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Equador, Paraguai, El Salvador e Panamá. Na Argentina, aliados de Milei têm usado a expressão “onda azul” para descrever essa mudança no mapa político regional.

Apoio internacional já vinha desde a campanha

O respaldo internacional a Flávio Bolsonaro não começou no dia da eleição. Milei participou pessoalmente, em julho, do lançamento da candidatura do senador brasileiro e fez um discurso em apoio à sua eleição.

Na mesma ocasião, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enviou uma mensagem em vídeo ao candidato. Netanyahu chamou Flávio de amigo, elogiou sua relação com Israel e afirmou acreditar que ele poderia levar o Brasil a “patamares mais elevados”.

Até o momento, porém, as manifestações verificadas durante a apuração deste domingo são de Milei e do presidente colombiano Abelardo de la Espriella. Não há confirmação, nas fontes consultadas, de que Netanyahu ou outros chefes de governo tenham publicado mensagens comemorando especificamente o resultado do primeiro turno. Por isso, eventuais manifestações que ainda circulem nas redes sociais precisam ser verificadas antes de serem atribuídas a esses líderes.

O resultado brasileiro também é acompanhado de perto nos Estados Unidos. Flávio Bolsonaro é descrito pela Reuters e pela Associated Press como aliado do presidente Donald Trump, mas, até esta atualização, não foi localizada uma manifestação pública de Trump comemorando especificamente os números da apuração deste domingo.

Com o primeiro turno encerrado, Lula e Flávio Bolsonaro avançam para a disputa decisiva pela Presidência da República, marcada para 25 de outubro.

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