Defesa de Bolsonaro pede a Moraes que filhos o visitem no dia dos pais
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (5), que os filhos do ex-capitão da reserva possam visitá-lo no dia dos pais, no próximo domingo (9).
“O pedido ostenta caráter estritamente humanitário e familiar”, cita o documento.
A solicitação é para que Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) consigam ir até a casa do ex-presidente em Brasília, onde ele cumpre prisão domiciliar humanitária.
O outro filho, ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, está nos EUA desde março de 2024 e não retornou mais ao Brasil. Eduardo foi condenado por unanimidade no dia 16 de junho a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo.
No documento, a defesa também informou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu alta no último dia 2 de agosto e já está de volta em casa com Jair Bolsonaro. A irmã de Michelle, que ficou com Bolsonaro e a sobrinha Laura enquanto a ex-primeira-dama estava em tratamento em hospital, já deixou a casa deles em Brasília.
Flávio proibido
No dia 13 de julho, Moraes, determinou que Flávio Bolsonaro, ficasse impedido de visitar seu pai por 90 dias. A suspensão do direito de visitar Jair, que está em prisão domiciliar, seria motivada pela carta lida pelo senador no último sábado, divulgada em suas redes sociais.
O fim da determinação de Moraes, portanto, será apenas em outubro.
Moraes interpretou o ato como um desvio de finalidade do direito de visita, configurando uma tentativa de burlar as restrições impostas pela condenação penal. Flávio afirmou nas redes que recebeu a carta em uma das visitas que fez ao pai. Ele tinha acesso ao ex-presidente por fazer parte também de sua defesa na condição de advogado.
Suspensão de visitas
Na terça-feira (4), Moraes pediu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro contra a decisão que proibiu visitas com finalidade eleitoral e divulgação de manifestações.
Pouco depois de proibir visitas de Flávio Bolsonaro ao pai, no dia 17 de julho, o ministro suspendeu todas as visitas de Bolsonaro por 30 dias, exceto de as médicas, fisioterapêuticas e dos advogados.
O ministro também impõe:
- Proibição de visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições gerais de 2026;
- Divulgação de manifesto político-eleitorial, inclusive por terceiros, independente do meio utilizado.
A decisão do ministro se deu após dele rejeitar a versão apresentada pela defesa do ex-presidente, de que o ex-mandatário não sabia que o senador Flávio Bolsonaro, iria ler uma carta na internet que foi escrita pelo ex-presidente. Segundo o ministro, o próprio conteúdo do documento, dirigido ao público geral, demonstra a intenção de alcançar apoiadores e influenciar o processo eleitoral.