Conheça a trajetória de Marcelo Crivella, que concorre ao Senado do RJ
Marcelo Bezerra Crivella (Republicanos) concorre ao Senado pelo Rio de Janeiro. Nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 9 de outubro de 1957, em uma família de matriz religiosa evangélica, sendo sobrinho do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.
Criado na capital fluminense, Crivella graduou-se em Engenharia Civil pela Universidade Santa Úrsula e trabalhou na área técnica antes de dedicar-se ao trabalho missionário no continente africano, onde viveu por quase uma década coordenando projetos sociais na África do Sul e em Moçambique.
Em paralelo à atuação eclesiástica como bispo, construiu uma carreira artística e literária, tornando-se autor de livros de ficção e reflexão cristã, além de compositor e intérprete de música gospel com milhões de cópias vendidas ao longo dos anos 1990 e 2000. Na esfera pessoal, é casado com Sylvia Jane Crivella, com quem teve três filhos.
Sua entrada na política institucional ocorreu em 2002, quando disputou e venceu sua primeira eleição para o Senado Federal, representando o estado do Rio de Janeiro pelo Partido Liberal, sendo posteriormente reeleito em 2010.
No parlamento, dedicou-se a comissões ligadas à infraestrutura, recursos hídricos e Relações Exteriores, assumindo a liderança do Partido Republicano Brasileiro, atual Republicanos. Em março de 2012, no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, licenciou-se da cadeira no Senado para assumir o cargo de Ministro de Estado da Pesca e Aquicultura, função que exerceu até março de 2014 com o objetivo de expandir a produção aquícola nacional.
Em 2016, Crivella alcançou o ápice de sua trajetória no Poder Executivo municipal ao vencer a eleição para a Prefeitura do Rio de Janeiro no segundo turno. Seu mandato à frente do Palácio da Cidade, entre 2017 e 2020, foi marcado por medidas de austeridade fiscal, reorganização dos contratos de concessão de transporte público e enfrentamento de crises orçamentárias severas no sistema municipal de saúde.
Após não obter a reeleição em 2020, manteve sua presença na política nacional ao candidatar-se ao Poder Legislativo em 2022, sendo eleito deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro. No Congresso Nacional, atua em pautas voltadas à engenharia, liberdade religiosa, orçamento público e desenvolvimento da infraestrutura urbana.
Liberado para concorrer
No dia 20 de agosto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu a ineligibilidade de Crivella. Ele estava inelegível por abuso de poder político e econômico. A condenação aconteceu em 2020. Na época, o atual congressista buscava a reeleição ao cargo, mas foi derrotado pelo atual mandatário.
Na ação, o religioso foi acusado de ter enviado três projetos de lei que cediam benefícios fiscais e tributários, como descontos no pagamento do IPTU, durante o exercício de seu mandato como prefeito e em meio à campanha eleitoral. Peças publicitárias sobre o tema foram gravadas e veiculadas em vídeos promocionais durante o pleito.
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