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Política

Em MT, candidato bolsonarista diz em áudio vazado que seu eleitor ‘bebe detergente’

A declaração foi feita pelo deputado federal José Medeiros ao prefeito de Diamantino, Chico Mendes, irmão do ministro Gilmar Mendes do STF

Estadão Conteúdo

Candidato ao Senado José Medeiros, do PL
Candidato ao Senado José Medeiros, do PL Divulgação/Câmara dos deputados

Em áudio vazado, o deputado federal e candidato ao Senado por Mato Grosso, José Medeiros (PL), diz que seu eleitor “bebe detergente”. “Você sabe que o meu eleitor é aquele eleitor que ora para alienígena e bebe detergente, né? Esse eleitor, Chico”, disse o deputado bolsonarista. O áudio teria sido enviado ao prefeito de Diamantino, Chico Mendes, irmão do ministro Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.

Em outro áudio direcionado a Chico Mendes, Medeiros afirma que não ataca o Supremo Tribunal Federal. “Uma coisa que eu não tenho feito, por exemplo, eu não ataco o STF, viu, Chico. Meu marketing aqui tinha feito um negócio, eu falei: ‘Olha, quero que corte tudo’. Eu não leio um texto para gravação que tenha qualquer coisa mencionando o STF. Falei ‘se vocês pedirem para eu esculhambar com Alexandre de Moraes, pode me ligar até no meio da noite, que eu faço isso, mas não me peça para falar de outros ministros e tal”, afirmou Medeiros na conversa.

Os áudios obtidos pela imprensa local viralizaram. Nas redes sociais, Zé Medeiros não desmentiu o conteúdo dos áudios, mas ironizou a repercussão. Medeiros é o candidato ao Senado em Mato Grosso apoiado pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e diz ter sido escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para concorrer ao cargo.

Nesta quarta-feira, em publicação nas redes sociais, Medeiros afirmou que “Mato Grosso está vivendo a eleição mais suja da sua história” e que “estão tentando destruir sua reputação”. Medeiros acusa seus adversários de articularem uma operação contra ele via STF. “A última jogada foi tentar articular uma operação contra mim e assim que soube disso eu fui pessoalmente a Brasília procurar o Ministro Gilmar Mendes e dizer-lhe cara a cara que não tenho nada a temer porque não devo nada. Recebi a informação de que não há nenhuma investigação em andamento envolvendo o meu nome”, escreveu na publicação.

Interlocutores do deputado minimizam o teor dos áudios e alegam que o conteúdo foi descontextualizado. Segundo eles, a analogia a “beber detergente” significa que são eleitores convictos e que não retrocedem. Eles atribuem o vazamento dos áudios ao avanço do candidato nas pesquisas de intenção de voto ao Senado por Mato Grosso.

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