Bolsonaro sobre rebelião que matou 57 no Pará: ‘Pergunta para as vítimas que morreram o que eles acham’
Questionado sobre a a rebelião que matou, nesta segunda-feira (29), 57 detentos no Centro de Recuperação Regional de Altamira, no sudoeste do Pará, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não quis comentar sobre o ocorrido. Ao deixar o Palácio da Alvorada, em Brasília, nesta terça-feira (30), ele disse que só falaria sobre o assunto depois que as próprias vítimas, mortas, se pronunciassem.
“Pergunta para as vítimas que morreram lá o que eles acham. Depois que eles responderem, eu respondo a vocês”, declarou, ao entrar no carro. Essa foi a primeira vez que Bolsonaro falou sobre o caso. As mortes foram resultados de uma briga entre as facções Comando Vermelho e Comando Classe A, que disputavam por território dentro do presídio.
Após o ocorrido, o governador do Estado, Helder Barbalho e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, determinaram a transferência de 46 dos detentos envolvidos no conflito. Dez dos 16 identificados como líderes das facções criminosas que comandaram o ato irão para o regime federal. O restante será redistribuído pelos presídios do Pará.
Relembre
A rebelião começou as 5 horas da manhã desta segunda-feira (29), quando líderes do Comando Classe A colocaram fogo em uma cela de integrantes do Comando Vermelho. Segundo a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará, a unidade tem estrutura de alvenaria e por isso, as chamas se alastraram rapidamente. Dos 57 mortos, 16 detentos foram decapitados e 41 morreram por asfixia ao inalar a fumaça gerada pelo fogo.
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