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Beatriz Manfredini

PT pretende insistir em líder do agro para vice de Haddad, mas prioriza definição ao Senado

O objetivo é conseguir alguém que dialogue bem com o interior do estado de São Paulo

Beatriz Manfredini

Haddad durante evento pelo Dia do Trabalhador em São Bernardo do Campo
Ato em comemoração ao Dia do Trabalhador, no Paço Municipal de São Bernardo Foto: MARCELO OLIVEIRA/RASPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O PT pretende continuar investindo no nome de Teresa Vendramini, conhecida como Teka Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, como possível vice de Fernando Haddad. Membros da pré-campanha do ex-ministro da Fazenda ao Palácio dos Bandeirantes avaliam que ela tem o melhor perfil para o posto e devem continuar as tratativas.

Até agora, após algumas conversas, Teka tem demonstrado resistência com a ideia, apesar de se disponibilizar a ajudar no conteúdo do programa de governo e se envolver em outras etapas da campanha. Mesmo assim, ela segue sendo vista como plano A.

O objetivo é conseguir alguém que dialogue bem com o interior do estado de São Paulo e especialmente com o agronegócio, setores mais resistentes às candidaturas da sigla. O papel esperado é similar à chapa nacional de 2022, quando Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) se uniram. No início do ano, Teka se filiou ao PDT, que tem interesse na vaga de vice – o que também facilita a continuidade das tratativas.

Nos bastidores, porém, não há, nesse momento, pressa na escolha. O PT quer resolver primeiro o que vem chamando de “bom problema”: as duas vagas ao Senado, que contam com nomes de três ex-ministros. Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB) seguem como opções. As duas ministras, por exemplo, já sinalizaram não ter interesse na vaga de vice.