Adeus a Oscar Schmidt, o ‘Mão Santa’ que conquistou o mundo sem jogar nos EUA
Oscar Daniel Bezerra Schmidt, o eterno Mão Santa, nos deixou nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, aos 68 anos. Um dos maiores ídolos da história do esporte brasileiro e uma verdadeira lenda mundial do basquete, Oscar conquistou o mundo mesmo sem nunca ter jogado na NBA.
Com seus 2,05m de altura e um arremesso de longa distância simplesmente letal — especialmente dos três pontos —, ele foi uma verdadeira máquina de fazer cestas. Sua carreira foi impressionante em todos os sentidos: 29 anos de profissionalismo, entre 1974 e 2003, um recorde absoluto de longevidade no basquete mundial. Ao todo, Oscar marcou quase 50 mil pontos na carreira (49.973), sendo o maior cestinha da história do basquete por décadas, até ser superado por LeBron James em 2024.
O Mão Santa representou o Brasil em cinco Olimpíadas, tornando-se o maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos. Defendeu grandes clubes como Palmeiras, Sírio, Corinthians e Flamengo, e brilhou na Europa, especialmente na Itália e na Espanha. Conquistou títulos incontáveis e foi eternizado no Hall da Fama da FIBA e no Naismith Basketball Hall of Fame da NBA. Acima de tudo, Oscar inspirou gerações inteiras e provou ao mundo que é possível ser um gigante do basquete sem precisar passar pela NBA.
O Mão Santa nos deixou fisicamente… Mas ele sempre corrigia com orgulho:
“Mão Santa nada, mão treinada!”
O segredo, segundo ele, era simples: treino duro, com milhares de arremessos por dia.
Aos mais jovens, deixou um legado poderoso e eterno:
Para o Rei Oscar, chegou a hora de entrar em quadra na eternidade e continuar fazendo grandes cestas lá em cima.
Muito obrigado, Mão Santa.
O Brasil nunca vai te esquecer, inesquecível para o basquete mundial.
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