Bares e restaurantes de SP enviam ofício a Doria pedindo liberação de retirada dos pedidos no local
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) de São Paulo enviou ofício ao governador João Doria (PSDB) pleiteando a suspensão da proibição do take away, ou seja, a retirada dos pedidos pelos clientes nos estabelecimentos. Com o crescimento de casos de Covid-19 e lotação em leitos de UTI do Estado, o governo anunciou nesta quinta-feira, 11, mais uma alteração no Plano SP contra o coronavírus, que proibiu o serviço de retirada direto nos estabelecimentos. Agora, apenas serviços de drive thru poderão receber clientes entre 5h e 20h e o serviço de delivery, que funciona 24h, poderá ser seguido normalmente. Os serviços de Bom Prato do Estado continuarão abertos para café da manhã, almoço e jantar sem alterações.
Segundo a Abrasel, a retirada de alimentos em restaurantes não oferece risco de contaminação. “O setor vem sofrendo inúmeras restrições. As declaradas pelo governador João Doria, na quinta-feira, atingem menos do que as anteriores, no entanto, geram mais custos”, disse a entidade em nota, que ressaltou que o uso de aplicativos encarece o delivery em cerca de 30%. “Muitos estabelecimentos preferem trabalhar com preços reduzidos, sem a utilização dos aplicativos, forma de atender à população que também ficou fragilizada economicamente, decorrente dos 12 meses de crise”, explicou.
A associação argumenta que a prática é equivalente ao drive thru, ou seja, o tratamento deve ser isonômico. Além disso, destaca que o take away é mais seguro do que o delivery, pois não é manipulado pelo entregador. “O serviço ajudará as pessoas de menor renda a encomendar pratos e retirar com segurança e sem aglomeração, e o setor a continuar na luta pela sobrevivência, principalmente os restaurantes de pequeno porte”, afirma a nota.
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Abrasel apoia Fase Vermelha, mas pede avaliações semanais
A Abrasel também disse novamente “que o governo está atirando no alvo errado: nos bares e restaurantes que cumpriam protocolos”, enquanto o vírus se multiplica “em festas clandestinas, nos transportes públicos e outros lugares onde se há aglomerações”. “Houve um extermínio de parte do setor e os demais sobrevivem precariamente e serão mais uma vez prejudicados.” No entanto, ressaltou que, devido ao aumento da gravidade da pandemia, declarou apoio à Fase Vermelha, e aprovou a medida de uso de transportes públicos em horários escalonado.
A entidade solicita, ainda, que o governo faça uma avaliação semanal, para verificar a eficácia das restrições e possível reabertura, sempre graduais e seguras, para que as empresas do setor de bares e restaurantes e de outros setores, possam continuar sobrevivendo. “A entidade continua pleiteando auxílios financeiros, adiamento de impostos, cancelamento do aumento do ICMS e outras formas de auxiliar na sobrevivência de bares e restaurantes.”
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